Lei do cartão a quem fala impressiona Prass: “Proibido abrir a boca”

“É uma atitude muito enérgica. Se não puder falar com o árbitro... A partir de agora, não tem mais conversa com o árbitro. Nem deles conosco nem da gente com eles", afirmou

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16 MAI 201514h27

A vitória por 5 a 1 sobre o Sampaio Corrêa, na terça-feira, pela Copa do Brasil, deu uma lição para Fernando Prass. O goleiro do Palmeiras sentiu o rigor da recomendação para que se mostre cartão a qualquer jogador que falar com o árbitro e, impressionado, aprendeu que não há mais conversa entre juiz e jogador, mesmo educadamente.

“É uma atitude muito enérgica. Se não puder falar com o árbitro... A partir de agora, não tem mais conversa com o árbitro. Nem deles conosco nem da gente com eles. Fica de lição: não pode mais abrir a boca agora”, definiu o veterano, que recebeu amarelo ainda no intervalo do jogo.

“Eu não estava reclamando, estava falando com ele. O Dudu chegou e falou: ‘professor, um minuto só de acréscimo?!’ e levou cartão. Aí eu falei: ‘pô, o cara foi falar contigo na boa, querendo, ajudar e já tomou cartão?!’. Ele me falou: ‘então toma um pra ti também’”, relatou Prass.

Prass reprova, mas se conforma e prevê clima ruim entre juiz e jogadores (Foto: Divulgação)

Na súmula, o árbitro Fabio Filipus, da Federação Paranaense de Futebol, registrou que tanto Prass quanto Dudu foram advertidos por “reclamação contra a arbitragem após o término do primeiro tempo”. O que indigna o goleiro.

“É complicado. O erro foi meu mesmo porque não posso falar com ele, vai criar um clima ruim entre o jogador e o árbitro. Tem situações e situações. O árbitro precisa ter o discernimento. Quando o jogador reclama acintosamente, tudo bem, tem que dar o cartão. Agora, conversar de forma respeitosa, sem abrir os espaços nem criar polêmica nenhuma...”, falou o camisa 1, tentando se conformar.