Em tarde de Apodi, Chapecoense bate o Santos em casa

O lateral infernizou o sistema defensivo do Santos durante todo o jogo, participou de quase todas as jogadas de perigo do time de Santa Catarina e marcou um belo gol

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24 MAI 201518h05

O torcedor santista não tem boas lembranças de Apodi, hoje lateral direito da Chapecoense. O jogador fez apenas 12 jogos sem brilho com a camisa do Peixe em 2008 e nunca deixou saudades. Na tarde deste domingo, porém, Apodi foi o grande nome do duelo válido pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro. O lateral infernizou o sistema defensivo do Santos durante todo o jogo, participou de quase todas as jogadas de perigo do time de Santa Catarina e marcou um belo gol para decretar a vitória da Chapecoense por 1 a 0, na Arena Condá.

Bastante disputado, o jogo teve um festival de cartões amarelos. Foram 11 no total, sendo seis para atletas do time da Vila Belmiro. Robinho, grande estrela do plantel alvinegro, encontrou muita dificuldade em se livrar da marcação, teve a torcida local pegando no seu pé durante toda a partida e desperdiçou a grande oportunidade de gol do Santos  no jogo.

Com o resultado, o Peixe estaciona nos quatro pontos e segue com dificuldade de vencer quando joga longe de seus domínios. Por outro lado, a equipe de Chapecó chega a sua segundo vitória no Campeonato Brasileiro. Em casa, nesta temporada, já são nove vitórias, dois empates e apenas duas derrotas até aqui.

As duas equipes agora têm a semana inteira livre antes do próximo desafio. No sábado, a Chapecoense visita a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli, às 18h30. Já o Peixe recebe o Sport, na Vila Belmiro, em partida marcada para às 11 horas de domingo.

Apodi infernal

Como manda a cartilha, a Chapecoense cumpriu bem seu papel de mandante e pressionou o Santos desde o apito inicial do árbitro. Com o apoio da torcida, ficou claro desde o começo que as jogadas pela direita, com o apoio de Apodi, eram a grande arma da equipe de Santa Catarina. Em poucos minutos, o lateral já dava canseira em Chiquinho, que sofria para frear as subidas de seu adversário.

Aos 8 minutos, em um dos lances envolvendo Apodi, David Braz afastou mal e por pouco a bola não sobrou dentro da área para Roger.

No lance seguinte, após boa trama de passes do time de Chapecó, Bruno Silva arriscou de fora da área, mas isolou. Roger também arriscou chute de longe, mas Vladimir encaixou sem dificuldade.

Aos 18 minutos, o clima ficou quente. Valencia perdeu a bola no meio de campo e fez falta. A torcida e o time inteiro da Chapecoense cobraram um cartão amarelo para o santista, mas foram ignorados. No lance, o colombiano sentiu uma lesão e ficou no chão, porém, mesmo assim, os donos da casa cobraram a falta e pegaram a zaga alvinegra de surpresa. Apodi saiu cara a cara com Vladimir, mas o goleiro salvou o Peixe na primeira e, no rebote, Roger bateu na rede, pelo lado de fora.

Apodi marcou o gol da vitória (Foto: Jardel da Costa/Futura Press)

Valencia precisou sair do jogo por causa da lesão e foi a vez do time do Santos cobrar o árbitro da partida por ter autorizado a sequência da jogada. E, de tanto ofender o quarto árbitro, o técnico Marcelo Fernandes acabou expulso.

Passada toda a confusão, a Chapecoense voltou ao ritmo intenso e abriu o placar. Novamente ele: Apodi. O lateral partiu para cima de Chiquinho, cortou para dentro e acertou um lindo chute de perna esquerda. Golaço.

O Peixe, então, partiu em busca do empate e passou a ficar mais com a bola em seu domínio. Danilo precisou trabalhar pelo menos duas vezes, mas melhor chance dos visitantes veio aos 44, quando Ricardo Oliveira recebeu boa bola de Robinho e, já dentro da área, isolou, desperdiçando uma grande oportunidade de marcar.

Jogo nervoso

O segundo tempo começou quente. Precisando do resultado, o Santos claramente adotou a postura de pressionar a Chapecoense desde a marcação na saída de bola. Porém, nervoso, o time santista acabou recebendo três cartões amarelos em sete minutos.

Geuvânio, Lucas Otávio e Robinho, depois de se desentender com o zagueiro Vilson, foram advertidos pela arbitragem.

Na bola, o Santos chegou com perigo aos 10 minutos, mas Geuvânio cabeceou nas mãos do goleiro Danilo. Pouco depois, Rafael Longuine, revelação do Campeonato Paulista, entrou na vaga de Leandrinho para fazer sua estreia com a camisa santista. Era o Peixe partindo de vez para cima, enquanto a Chapecoense apenas aguardava uma oportunidade de surpreender no contra-ataque.

Aos 20 minutos, o gol de empate não saiu graças a um milagre de Danilo. Lucas Lima fez boa jogada individual e enfiou a bola para Ricardo Oliveira, pela esquerda. O Centroavante só rolou para Robinho, que chegou batendo, mas o goleiro de Chapecó abafou e defendeu de forma espetacular. Imediatamente a torcida local gritou o nome do seu camisa 1 com entusiasmo.

Seis minutos depois, Victor Ferraz passou em velocidade e recebeu já dentro da área. O lateral do Peixe tocou por cima do goleiro Danilo e a bola sobrou limpa para Longuine, que não pegou em cheio. Robinho ainda dominou a sobra, mas Apodi afastou o perigo e, de novo, a Chapecoense se livrou por pouco de levar o gol.

Apenas aos 32, a equipe mandante chegou a assustar o gol de Vladimir. Werley perdeu a bola no campo de defesa e a Chapecoense rodou a bola de forma rápida até Apodi ter a chance de finalizar. O lateral pegou de primeira e viu a bola raspar a trave direita do goleiro santista.

Os minutos finais foram de muita emoção, com o jogo aberto. A Chapecoense teve duas chances claras de matar o jogo, mas seus atacantes finalizaram mal. E o castigo quase veio em lance de Ricardo Oliveira, que girou bonito e bateu forte. Danilo voou na bola, que tirou tinta da trave e calou o estádio por alguns segundos. Desta forma, sem gols, a Chapecoense confirmou sua vitória em casa.