Depois de perder pênalti decisivo na primeira final, Dudu lamenta: 'A bola subiu'

Dudu disputou 15 jogos e fez três gols no Paulista. Contratado do Dínamo de Kiev, da Ucrânia, por R$ 12 milhões, ele chegou após uma negociação conturbada

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26 ABR 201520h10

O Palmeiras conseguiu uma boa vantagem para o jogo de volta, que será realizado no domingo, na Vila Belmiro. Mas ela poderia ter sido muito melhor se Dudu acertasse a cobrança de pênalti. O atacante chutou forte no meio do gol, a bola subiu, bateu na trave e foi para fora, deixando uma pontinha de decepção nos torcedores presentes no Allianz Parque.

Ao final do jogo, o atacante, que não fez uma grande atuação, mostrou frieza. Lamentou o lance, mas disse que fez exatamente o que tem feito nos treinamentos. “Saio triste pelo pênalti perdido. Bati como faço nos treinos, mas ela (a bola) subiu demais. Agora é descansar”, disse o atacante, que já havia desperdiçado uma cobrança diante do Penapolense. “Perdemos grandes chances de marcar mais, também. Ficamos boa parte do jogo com a bola no pé e um jogador a mais e não conseguimos aproveitar. Pelo menos, conseguimos a vantagem”, completou o jogador.

Dudu está em uma lista de cobradores de pênaltis decidida pelo técnico Oswaldo de Oliveira. Ele não tem um primeiro cobrador. Vai de acordo com o jogo. Neste domingo, por exemplo, Rafael Marques chegou a pegar a bola para bater a penalidade, mas Dudu pediu para chutar.

O treinador admite que a vantagem de dois gols deixaria o time ainda mais próximo da conquista do estadual, mas preferiu eximir o atacante de culpa. “Ele fez lá em Itaquera (contra o Corinthians, na semifinal) que a pressão era muito maior, e treinou sábado aqui, batendo muito bem. Todos que batem bem na bola estavam em campo, mas ele era quem tinha confiança e pediu para bater”, disse o treinador.

(Foto: Estadão Conteúdo)

Dudu disputou 15 jogos e fez três gols no Paulista. Contratado do Dínamo de Kiev, da Ucrânia, por R$ 12 milhões, ele chegou após uma negociação em que ele parecia estar nas mãos de Corinthians e São Paulo e o Palmeiras entrou na negociação, rapidamente fechando o negócio. Apesar de toda badalação, ele ainda não conseguiu apresentar um futebol que fizesse valer a pena todo esforço e investimento do clube. Terá a chance no próximo domingo.

PROTESTO - Antes da bola rolar, torcedores protestaram do lado de fora da arena contra o preço dos ingressos. O mais barato custava R$ 120. O presidente Paulo Nobre lamentou o protesto e ironizou as críticas. “Eu pergunto se esses torcedores gostariam de ter um time competitivo, que chega às finais, ou um ingresso baratinho e um time numa situação bem diferente da que estamos vivendo hoje. O povo que vem ao estádio, pode não vir todos os jogos, mas está satisfeito com o desempenho dentro de campo”, comentou.

Cambistas também aproveitaram para agir nos arredores da arena. Eles tentavam vender ingressos que ultrapassavam os R$ 500.