Com Alan Patrick como garçom, Palmeiras vence Rio Claro e bate jejum

A vitória dá tranquilidade após o Verdão perder de Ponte Preta e Corinthians nas últimas rodadas

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12 FEV 201500h23

O Palmeiras nem Alan Patrick convenceram, mas, graças ao meia, o time superou duas derrotas consecutivas em casa para fazer 3 a 0 no Rio Claro nesta quarta-feira e encerrar um jejum. Foi a primeira vitória do time como mandante no Palestra Itália em jogos oficiais desde 22 de maio de 2010, quando venceu o Grêmio por 4 a 2 em partida válida pelo Campeonato Brasileiro e que antecedeu a mais de quatro anos de reforma no estádio.

No momento, é o Verdão que passa por reformulação. Nela, seguidos erros de Alan Patrick foram compensados com passes decisivos. O meia acompanhou a equipe em uma atuação longe de encantar, mas deu as assistências para os gols de Cristaldo, aos 34 minutos do primeiro tempo, e Zé Roberto, aos 18 minutos da etapa final. Aos 37, Rafael Marques recebeu de Robinho e sentenciou o placar.

A vitória dá tranquilidade após o Palmeiras perder de Ponte Preta e Corinthians nas últimas rodadas. Como venceu o Grêmio Osasco Audax (mandante mesmo no Palestra Itália) na estreia, o time soma seis pontos e divide a liderança com o Botafogo de Ribeirão Preto no grupo C do Campeonato Paulista.

Às 19h30 (de Brasília) deste sábado, o Verdão atua fora de seu estádio pela primeira vez na temporada, visitando o São Bento, em Sorocaba. Já o Rio Claro, ainda ao lado do Corinthians e São Bento na primeira colocação do grupo B, volta a jogar apenas na próxima quarta-feira, diante da Portuguesa, na Arena Barueri, às 19h30.

Jogadores comemoram gol marcado contra o Rio Claro (Foto: Ale Frata/Agência O Dia)

O jogo

Após dois jogos seguidos com atuações frustrantes e derrotas para Ponte Preta e Corinthians, Oswaldo de Oliveira decidiu aumentar a criação palmeirense mantendo apenas Allione no setor ofensivo e recuando Robinho para ser volante ao lado de Gabriel e ajudar na saída de bola, com a missão de levá-la para Alan Patrick, Dudu e Cristaldo, além de Allione.

Na teoria, um time mais solto diante da previsível retranca do Rio Claro no Palestra Itália. Na prática, porém, foi vista a mesma desorganização que tem acompanhado Oswaldo de Oliveira no início do trabalho do técnico no Palmeiras. Os visitantes não só conseguiram coibir as tentativas de passes rápidos dos donos da casa como souberam se aproveitar do frágil poder de marcação de Robinho para avançar.

Alan Patrick não mostrava qualidade para ser o organizador que o Verdão precisava, perdendo jogadas fáceis. A bola rodava de um lado a outro e, quando não era perdida pelo meia, Dudu encaixava um bom lançamento, mas sem nenhum conclusão de perigo de seus colegas.

Na ânsia de ajudar, Robinho e Gabriel se lançavam à frente e deixavam a zaga exposta. O Rio Claro passou meia hora subindo com mais cautela, mas soube entender a falta de posicionamento dos anfitriões e entendeu que poderia dar trabalho a Fernando Prass, aumentando a irritação de uma torcida já menos empolgada do que há algumas semanas.

Quando estava pior, no entanto, o Palmeiras encontrou o gol, e graças a um de seus jogadores que tinha pior atuação. Aos 34 minutos, Dudu tocou na ponta esquerda para Alan Patrick e o meia, em vez de devolver para o atacante, decidiu arriscar uma jogada individual. Aplicou um belo drible para chegar à linha de fundo e cruzar rasteiro para Cristaldo finalizar de primeira, vencendo o goleiro Richard e abrindo o placar.

Comemoração com alívio da torcida, que teve mais motivos para respirar fundo antes do intervalo. Fernando Prass fez boa defesa em cobrança de falta e até se machucou em bolas mal afastadas por Tobio, que quase repetiu o erro de Vitor Hugo no gol da derrota do Derby de domingo.

No segundo tempo, a torcida fez esforço para continuar apoiando, mas esboçava irritação diante do novo sucesso da estratégia defensiva do Rio Claro. Allione se mexia bem e Dudu cobria os espaços, alternando velocidade e bons passes, mas a insistência em jogadas individuais pelos lados, principalmente do lateral direito Lucas, já iniciava vaias.

Até que Alan Patrick, mais uma vez, deixou para trás seus seguidos erros para tranquilizar a partida com mais uma assistência. Aos 18 minutos, o meia entregou para Zé Roberto bater na saída do goleiro, ampliar o placar e ouvir a torcida gritar “au, au, au, Zé Roberto é animal”. Enfim, o time encontrou paz.

O resto da partida serviu para consagração de Allione, Alan Patrick e, principalmente, Cristaldo, intensamente aplaudidos ao serem substituídos. Quem também aproveitou foi Rafael Marques, que saiu do banco para aproveitar passe de Robinho e estufar as redes aos 37 minutos.