Arnold Sports 2026: Atleta americano de 61 anos corta grama para financiar torneios de força

Natural da Califórnia, Gary Teeter compete no powerlifting e strongman desde a década de 90 e realiza trabalhos informais para custear rotina de dezenas de viagens por ano.

A história do norte-americano Gary Teeter, de 61 anos, mostra que a força necessária para competir vai muito além dos levantamentos de peso.. Isabella Fernandes/DL

O esporte de alto rendimento exige sacrifícios que, muitas vezes, ficam ocultos dos palcos ou arenas, limitados, muitas vezes, apenas aos bastidores. Entre barras, anilhas e pesos, muita gente faz de tudo um pouco para realizar sonhos.

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A história do norte-americano Gary Teeter, de 61 anos, mostra que a força necessária para competir vai muito além dos levantamentos de peso.

Atleta de strongman e powerlifting há quase três décadas, divide a rotina de treinos com trabalhos braçais (como cortar grama e limpar casas) para conseguir bancar sua paixão pelas competições.

Em 2026, após um imprevisto na agenda, o destino escolhido foi São Paulo, durante o evento da franquia Arnold Sports realizado entre os dias 24/04 e 26/04.

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Do início aos recordes mundiais

Natural da Califórnia, Teeter construiu um currículo extenso. Ele deu os primeiros passos no powerlifting em 1996 e, já no ano seguinte, ingressou no strongman. A motivação inicial era objetiva: “Na minha primeira competição de strongman, eu só queria levantar os maiores pesos possíveis”, relembra. 

O empenho rendeu recordes mundiais em duas categorias de peso e abriu portas para patrocinadores e garantiu o passaporte carimbado em diversos países como Hungria, Alemanha e Canadá. A próxima parada já está marcada para junho, na Itália.

Apesar das conquistas, a logística de um atleta global cobra um preço alto. Com uma agenda que chega a ultrapassar 40 viagens anuais para eventos ligados ao fisiculturismo e aos esportes de força, o americano é pragmático sobre o esforço fora dos ginásios.

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“Não é só um estilo de vida, eu amo isso. Faço trabalhos diversos porque viajo muito. Corto grama, limpo casas… não importa. Faço o que for preciso para conseguir dinheiro e continuar competindo”, relata de forma direta.

A vontade de conhecer o Brasil

A vinda ao Brasil se deu por uma adequação de calendário. Impossibilitado de participar da edição do Arnold nos Estados Unidos, Teeter e sua equipe decidiram buscar outro evento internacional da marca. 

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A escolha pela capital paulista, no entanto, realizou um desejo antigo enquanto fã declarado de MMA. Ele também é praticante de jiu-jitsu e via no Brasil uma fonte histórica de grandes lutadores e nutria a vontade de acompanhar lutas ao vivo no país.

Fora dos pavilhões do evento, a recepção na cidade tem agradado o veterano, que aproveitou para quebrar um pouco a dieta rigorosa de atleta. “Estou gostando muito. As pessoas são boas, a comida é ótima. Estou indo a churrascarias praticamente todas as noites”, diverte-se.

Legado construído com esforço

Com décadas de experiência, conexões internacionais no esporte e parceiros de treino de peso em sua terra natal, como o atleta John Won, Gary Teater desembarcou no Brasil.

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Mostrando que a longevidade esportiva e os recordes são, acima de tudo, resultado de um trabalho árduo e ininterrupto, seja levantando toneladas ou empurrando um cortador de grama.