Vendas no Dia das Mães caíram 2,5%, revela FecomercioSP

Ainda assim, a entidade diz que o levantamento trouxe um quadro melhor do que a expectativa dos comerciantes - que esperavam um desempenho 6% mais baixo em relação ao ano passado

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14 MAI 201416h00

A perda de confiança na economia afetou o desempenho das vendas do comércio paulistano para o Dia das Mães e, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) foi o principal fator a explicar o recuo de 2,5% nas vendas do segmento no fim de semana da data comemorativa (12 e 13 de maio), em comparação com período equivalente de 2013. Ainda assim, a entidade diz que o levantamento trouxe um quadro melhor do que a expectativa dos comerciantes - que esperavam um desempenho 6% mais baixo em relação ao ano passado.

A falta de confiança parece também atingir o empresariado, que evitou colocar recursos em ações promocionais para ampliar as vendas. Dos empresários consultados, 38% fizeram algum tipo de promoção abaixo do contingente de 52% que havia arriscado essa estratégia de vendas no ano anterior. Além disso apenas dois em cada dez empresários do setor investiram em publicidade para o período, considerado o segundo mais forte em vendas depois do Natal.

A perda de confiança na economia afetou o desempenho das vendas do comércio paulistano para o Dia das Mães (Foto: Matheus Tagé/DL)

Essa visão mais cautelosa transparece também na redução da disposição para abrir postos de trabalho e as contratações de mão de obra temporária para atender ao movimento da data também caiu. Do total de comerciantes consultados, 8% empregaram funcionários adicionais no período, abaixo da fatia de 12% registrada um ano antes.

A opção de pagamento mais usada pelos consumidores foi o cartão de crédito, usado em 68% das operações. Crediário e cheque pré-datado somaram 1% das transações. Já os pagamentos à vista - incluindo débito, cheque e dinheiro - somaram 30% do total de compras no período. Na avaliação da entidade, o cenário não se mostra melhor no futuro e a perspectiva é de que o consumo seja mesmo freado por conta do alto patamar da inflação e das taxas de juros.