Alunos do CER aprendem a tocar samba com instrumentos de lata

O CER é um complemento educacional, onde os alunos frequentam cursos diversos voltados para atividades artísticas, recreativas e culturais

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13 MAR 201320h12

“Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé”, já versou Dorival Caymmi, na música ‘Samba da minha Terra’. E justamente para garantir ‘mentes sãs’ por meio do aprendizado, estudantes da rede municipal de ensino de São Vicente, que frequentam os Centros Educacionais Recreativos Novo Rumo e Náutica 3, estão aprendendo a tocar instrumentos com o mais contagiante dos ritmos brasileiros.

Segundo a chefe do Departamento Municipal dos Centros Recreativos (CER), Nayene do Carmo, desde outubro, estudantes que têm entre 7 e 17 anos, participam da oficina de samba de lata, onde eles próprios confeccionam seus instrumentos de percussão. “Com esse projeto nós estamos trazendo mais uma novidade para eles, incentivando o talento para a música”.

O CER é um complemento educacional, onde os alunos frequentam cursos diversos voltados para atividades artísticas, recreativas e culturais. A oficina de samba de lata é ministrada pelo músico Alfredo Sambatera. As aulas com duração de duas horas, acontecem uma vez por semana.

“É possível reproduzir o som do Brasil com as latas”, afirmou Sambatera, mostrando os surdos, caixas acústicas, ganzás e tamburins, produzidos pelos alunos com materiais recicláveis que vão de tampinhas de refrigerante a latas de óleo, tintas e galões. “Ver crianças tocando esse ritmo empolgante sensibiliza a gente. O samba é o único ritmo capaz de reunir 300, 400 músicos que quando tocam tornam a música uma coisa poderosa”, declarou Sambatera.

Os Centros Educacionais atendem em média 200 alunos. Desses, 40 foram selecionados para apresentações. Nos dias 3, 6 e 9, este grupo vai se apresentar em nove bairros da Cidade.

O Dia Nacional do Samba é neste sábado, mas para os pequenos aprendizes, cada aula é uma celebração. “Eu me sinto bem tocando”, disse Sabrina Duarte de Souza, de 14 anos. Para a estudante, Samanta Aparecida Nunes, 14, o samba se tornou uma paixão. “Eu comecei a fazer aula, gostei e não quero mais parar de tocar”. Já Thiago Rodrigo Alves da Rocha, de 13, sonha mais alto. “Quero seguir carreira de percussionista. Eu gosto”.