Venda de ovos de Páscoa deve aumentar só 3%

Pesquisa do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista faz comparação com o mesmo período de 2013 e aponta expectativa dos comerciantes da região quanto à movimentação

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29 MAR 201423h39

Os tradicionais ovos de Páscoa já tomam espaço nos supermercados e também chamam a atenção dos consumidores apressadinhos, que vão às gôndolas desde já procurando variedade de oferta. No entanto, a terceira melhor data para o comércio durante o ano deve ter um aumento de apenas 3% nas vendas em comparação ao ano passado.

Uma pesquisa realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista aponta que a expectativa de 75% dos 400 lojistas entrevistados é de que as vendas sejam maiores. Mas, o aumento não deve ser significativo pelo fato de 2013 ter sido um bom momento na Região, justifica o presidente da entidade, Alberto Weberman.

Segundo a pesquisa, o valor médio gasto pela maioria dos consumidores para comemorar a data será de até R$ 100, a mesma quantia que os consumidores mais gastaram no ano passado, “portanto, os dados finais de faturamento podem ser semelhantes”, ressalta Weberman.

Para aumentar as vendas e chamar a atenção dos clientes, os empresários entrevistados acreditam que investiram em melhorias para o bom atendimento (31%), bom preço (20%) e divulgação em diversas mídias (13%).

Mais vendidos

O sindicato também entrevistou 400 consumidores para a pesquisa sobre as vendas para a Páscoa. 50% deles preferem e vão buscar nas gôndolas dos supermercados os tradicionais ovos de chocolate ao leite. Buscando economia, 19% dos entrevistados vão atrás de bombons e 15% pretendem comprar barras de chocolate ao leite (15%). Outros itens de compra dos comerciantes da Baixada Santista estão os ovos de chocolate branco (9%), Colomba Pascal (6%) e Barras de Chocolate Branco (1%).

Procura pelos tradicionais ovos de chocolate já começou (Foto: Matheus Tagé/DL)

Preço ficou em primeiro lugar dentre os itens que mais importam em uma loja para que o consumidor realize uma compra, com 30% das respostas, seguido de localização (21%) e forma de pagamento (20%).

Contratação Temporária

No País inteiro, a previsão é que sejam preenchidas 24 mil vagas temporárias para produção, promoção e venda dos produtos, a maioria na indústria, de acordo com a pesquisa encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB).

No comércio da Região, há demanda para vagas temporárias em mini-mercados, supermercados, chocolaterias e bombonieres. Dos entrevistados pelo Sindicato, 27% das lojas estão contratando funcionários. Destes, 43% irão contratar de 1 a 5 empregados, 39% podem contratar até 1 (um) funcionário, 11% mais de 10 empregados temporários e 7% de 6 a 10 temporários.

Dentre as opções de vagas estão, por exemplo, a de vendedor, demonstrador, estoquista, repositor, dentre outras. “Para ser chamado para a vaga, um dos requisitos necessários é ter facilidade em lidar com o público, entusiasmo, criatividade e organização”, afirma o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Alberto Weberman.