Vaticano reforça esquema de segurança para o conclave

Há policiais militares, municipais e à paisana, além da Guarda Suíça Pontifícia, em praticamente todas as ruas do Vaticano

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13 MAR 201310h18

Nos últimos dias, o esquema de segurança para a semana do conclave tem sido alterado e reforçado na área em volta da Praça de São Pedro. Há policiais militares, municipais e à paisana, além da Guarda Suíça Pontifícia – que faz a segurança do papa –, em praticamente todas as ruas do Vaticano. Na rua em frente à praça, foi colocada uma cerca limitando a passagem dos pedestres e veículos.

A cobertura jornalística do conclave é tensa. As informações são mínimas, pois o juramento de sigilo envolvendo os 115 cardeais que são eleitores e a equipe de suporte – cerca de 90 profissionais de várias áreas – é utilizado como justificativa para limitar a transmissão de dados.

Para garantir o isolamento dos cardeais durante as votações, os sinais de internet e telefone celular são cortados. Os cerca de 5,6 mil jornalistas disputam os poucos cabos de internet na tentativa de transmitir suas informações para os respectivos veículos.

Fiéis acompanham mais um dia do conclave no Vaticano nesta quarta (13) (Foto: Alessandra Tarantino/Associated Press)

A estrutura montada é insuficiente e os funcionários demonstram surpresa com a quantidade de profissionais de imprensa. Em geral, cobrem o Vaticano como jornalistas fixos um grupo de 258 profissionais.

Repórteres cinematográficos e fotográficos sofrem com a limitação de locais nos quais podem fazer imagens. Na Praça de São Pedro, por exemplo, só em alguns trechos podem ser feitas imagens. Para filmar e fotografar as cerimônias e a missa, há um sistema de sorteio – elaborado pela assessoria do Vaticano – e de pool (quando um veículo se dispõe a transmitir as imagens para os demais).