Suposto abuso em quiosques de Santos será apurado

Com a presença de quiosqueiros nas galerias da Câmara, muitos vereadores passaram a apoiar a investigação sobre a forma como uma integrante da força-tarefa agiu no dia 21

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29 MAI 201511h13

Um suposto abuso de autoridade por parte de uma integrante da força-tarefa formada pela Prefeitura e Polícia Civil na fiscalização dos quiosques da orla será alvo de investigação na própria Administração Municipal e também na Câmara. A denúncia foi apresentada pelo vereador Kenny Mendes (DEM) na sessão de ontem do Legislativo.

Kenny relatou, em requerimento, ter sido procurado por uma comissão de quiosqueiros indignados com o tratamento dispensado a dois colegas de trabalho na operação realizada nos quiosques da orla no último dia 21. “Foram unânimes em dizer que a ação foi truculenta e que claramente estavam lá não apenas para fiscalizar, mas também para se exibirem na frente de colegas de outros setores”.

O requerimento do vereador do DEM não foi votado porque o vereador Sérgio Santana (PTB) pediu adiamento. Ele tomou essa medida porque tinha ouvido a queixa dos quiosqueiros e já promoveu, esta semana, uma reunião do grupo com o ouvidor municipal, Flávio Jordão.

O suposto abuso de autoridade deve ser apurado por uma comissão de sindicância ou pela ouvidoria, na Prefeitura, e, na Câmara, pela Comissão Permanente de Fiscalização.

Ação na Orla, no último dia 21, gerou a queixa dos quiosqueiros por suposta truculência (Foto: Ronaldo de Andrade/ PMS/ Divulgação)

Com a presença de quiosqueiros nas galerias da Câmara, muitos vereadores passaram a apoiar a investigação sobre a forma como uma integrante da força-tarefa agiu no dia 21. “Falta bom senso. Não há uma padronização de procedimento”, observou Benedito Furtado (PSB).

O líder do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) no Legislativo, Sadao Nakai (PSDB), chegou a pedir desculpas ao grupo em nome do governo, atitude seguida por Ademir Pestana (PSDB). “Peço desculpas por uma ação que pode ter sido arbitrária e configurado abuso de poder”, afirmou Sadao, lembrando que a força-tarefa foi criada pela Prefeitura e pela Polícia Civil após o latrocínio (roubo seguido de morte) de um jovem nos arredores da Universidade Santa Cecília (Unisanta), no Boqueirão. A vítima estava em um bar.

Sadao entende que o episódio do último dia 21 deve ser alvo de investigação em uma comissão de inquérito da Prefeitura. “Deve-se dar tranquilidade para o permissionário (responsável pelo quiosque) trabalhar”.

Farmácia 24h

A Câmara aprovou ontem, em segunda discussão, um projeto do vereador Murilo Barletta (PR) criando o Programa Farmácia 24 horas. A matéria segue para sanção do Executivo.

A iniciativa determina que prontos-socorros, unidades de pronto-atendimento e hospitais da rede pública disponibilizem o atendimento ininterrupto de farmácias municipais.

Barletta justificou a apresentação do projeto de lei destacando que boa parte dos que procuram atendimento público de saúde não terem condições de comprar medicamentos prescritos pelos médicos.

“Quem é atendido à noite ou nos fins de semana tem de esperar o próximo dia útil para ter acesso aos remédios prescritos”, comentou o vereador, frisando que, em alguns casos, a demora no início do tratamento pode agravar o estado de saúde do paciente.