Santos: funcionalismo quer 9,56% de reajuste salarial

Categoria, por intermédio do Sindserv, vai apresentar várias propostas, entre auxílio alimentação de R$ 35,00 ao dia

Comentar
Compartilhar
04 JAN 2019Por Da Reportagem08h40
Reunião entre Sindserv e  Prefeitura ocorre na próxima segunda-feira, às 11 horas, no Paço Municipal. Sindicato chama categoriaReunião entre Sindserv e Prefeitura ocorre na próxima segunda-feira, às 11 horas, no Paço Municipal. Sindicato chama categoriaFoto: Nair Bueno/DL

Na próxima segunda-feira (7) às 11 horas, no Gabinete da Secretaria de Gestão de Santos, a direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos – Sindserv e representantes do Governo santista se reúnem pela Campanha Salarial 2019. Um dos quesitos será um reajuste salarial de 9,56% (4,56% da inflação + 5% das perdas históricas). Caso a inflação aumente até a data base (fevereiro de 2019), o pleito será modificado.

Os sindicalistas revelem que, apesar do péssimo horário, que todos os servidores que tiverem a possibilidade compareçam Além do reajuste, o Sindserv segue com pedido de auxílio alimentação de R$ 35,00 ao dia (totalizando R$ 770,00 por mês) e a extensão do benefício ao segundo registro dos servidores com dois registros; cesta básica de R$ 405,76 (conforme média publicada pelo próprio governo), bem como a extensão do benefício a todos os servidores da Prefeitura (ativos e inativos) e ao segundo registro dos servidores com dois registros.

Os dirigentes também colocam em pauta o pagamento de toda a dívida que a Prefeitura tem com a Caixa de Assistência ao Servidor Público Municipal de Santos (CAPEP); acréscimo de 0,5% da contribuição da Prefeitura com o órgão a título de responsabilidade pela nomeação de um presidente que gerou uma dívida de 11 milhões de reais e escondeu essa dívida dos servidores e da população; o início do processo de mudança na Lei, de forma que os servidores possam ter participação concreta na escolha do presidente da CAPEP-Saúde; que também seja incluída no sistema de transparência da Prefeitura de forma que todos os dados da autarquia sejam efetivamente públicos e apuração da produção da dívida e a devida responsabilização do ex-presidente da CAPEP, Eustázio Alves Pereira Filho.

Concurso

O Sindserv também quer a imediata abertura de concurso público para todas as áreas, nomeação dos trabalhadores aprovados nos concursos vigentes, cumprimento integral dos planos de carreira e criação de cargos em número suficiente para suprir a necessidade dos serviços públicos em todas as áreas; revogação das leis, aprovadas em 2013, que autorizam a Prefeitura a terceirizar os serviços públicos através de entidades; de todas as atuais terceirizações, bem como outras formas de trabalho precarizado, como: monitores do Programa Escola Total, pagamentos por cheques e frentes de trabalho; imediata abertura de concurso público para o Instituto de Previdência (IPREV),  início do processo de mudança do órgão de forma que os servidores possam ter participação concreta na escolha do presidente e imediata recomposição do déficit técnico (passivo atuarial) dos atuais 2% para os antigos 6% de contribuição da Prefeitura com o IPREV. A Prefeitura não se manifestou sobre as reivindicações. (DL)