Obras da Cadeia Velha terminam só em fevereiro

É o que garantiu ontem o representante da Prefeitura em audiência pública realizada na Câmara Municipal. Artistas saem frustrados da audiência sem saber planos da Administração sobre o espaço

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29 ABR 201511h25

Artistas e simpatizantes da área cultural saíram frustrados ontem da audiência pública realizada na Câmara para debater o destino do prédio da Cadeia Velha, localizada na Praça dos Andradas, no Centro da Cidade. Isso porque descobriram que as obras de recuperação do prédio só serão finalizadas em fevereiro de 2016. E o pior de tudo: a Administração Paulo Alexandre Barbosa ainda não tem ideia formada do que fazer com o espaço.

As informações são do chefe do Departamento de Formação e Pesquisa Cultural da Prefeitura, Murilo Neto. Ele representou o secretário de Cultura de Santos, Fábio Nunes, o Professor Fabião, no encontro, que também não contou com a participação de um representante do Governo do Estado — outra frustração das cerca de 30 pessoas presentes à audiência.

Segundo Neto, o adiamento da entrega da obra, que estava prevista para outubro próximo, ocorreu após visita técnica ao equipamento, sem alarde, ocorrida na última segunda-feira (27). Ele não descartou a possibilidade do equipamento se tornar um museu (intenção já rechaçada pelo Movimento Teatral de Santos); ratificou que o destino da Cadeia Velha ainda é indefinido e que a proposta final será forjada em uma nova audiência — ainda sem data para ocorrer — que contará com a participação de representantes do Estado, gestor do equipamento.

Prefeitura frustra artistas por ainda não ter proposta de ocupação do local (Foto: Matheus Tagé/DL)

“De qualquer forma, é imprescindível que a proposta de ocupação vise sustentabilidade do equipamento”, disse, descartando a possibilidade de municipalizar o equipamento e torná-lo sede da Secretaria de Municipal de Cultura.

Cadeia Velha

A Cadeia Velha está fechada desde 2012. O Estado quer transformar o espaço em mais um museu. Ontem, os artistas e agitadores culturais insistiram na ideia de manter o local para realização de mostras, oficinas, peças teatrais e iniciativas relacionadas às Oficinas Culturais Pagú. O Governo Estadual investiu em março desse ano uma verba de R$ 7,5 milhões para obras de restauro realizadas pelas empresas Erbauen e Gepas.