Maestro Roberto Farias é homenageado na Capital

A homenagem aconteceu durante a apresentação da Orquestra de Metais Lyra Tatuí, na Sala São Paulo.

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21 FEV 201319h34

O cubatense Roberto Farias foi homenageado em um dos espaços mais imponentes do Brasil: a concorrida Sala São Paulo, no coração da Capital. Foi durante apresentação da Orquestra de Metais Lyra Tatuí, no último domingo (17). O maestro Roberto – como é conhecido pela maioria – foi lembrado no discurso do regente da Lyra, Adalto Soares. Roberto Farias hoje é coordenador artístico dos Grupos Artísticos de Cubatão e foi o criador da Banda Musical de Cubatão, em 1970, oficializada posteriormente e que deu origem à conhecida Banda Sinfônica de Cubatão (atualmente regida pelo maestro Marcos Sadao Shirakawa).

“Tenho convicção de que a filosofia pedagógica e musical implantada pelo maestro Roberto em Cubatão nos anos 70 e 80, rompeu a barreira artística e atingiu um patamar social. E isso modificou a vida não apenas dos que estavam sob sua orientação, mas toda a Cidade que vivia um período muito difícil”, afirmou Adalto.

O idealizador e diretor artístico da Lyra de Tatuí (cidade do interior paulista), Adalto Soares é cubatense, filho do ex-vereador Fulgêncio Soares. Deu início aos estudos musicais na então Banda Musical de Cubatão e lembra com saudades da época em que o Grupo desfilava e garantia a primeira colocação nos Concursos Brasil afora. De Cubatão Adalto seguiu para várias orquestras como Sinfônica de Campinas, da Paraíba, Jazz Sinfônica e Banda Sinfonica do Estado de São Paulo. Em 1987 venceu o Concurso Jovens Solistas da Osesp com uma peça composta por Farias. Há 11 anos declinou do posto de trompista da Osesp para se dedicar a projetos sociais.

O cubatense Roberto Farias foi homenageado na Sala São Paulo (Foto: Divulgação)

A Orquestra de Metais "Lyra de Tatuí" atende crianças e adolescentes de 5 a 18 anos e vem se destacando em turnês nacionais e internacionais. O repertório eclético de extrema qualidade, garante o diferencial do grupo. Para Adalto, a experiência que ele viveu em Cubatão, a base teórica e as técnicas musicais que aprendeu com Farias foram impescindíveis para o desenvolvimento do trabalho em Tatuí: “Todos os dias quando vou dar aulas aos jovens músicos sou o Adalto, porém, com uma boa dose de Roberto”, comenta.