Gasto com lixo dobra nos últimos seis anos

Em 2008, foram R$ 67 milhões; conta superará R$ 120 milhões este ano

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26 NOV 201310h10

Os gastos com a destinação final do lixo em Santos praticamente dobraram nos últimos seis anos, ao mesmo tempo em que o número de moradores se manteve estável no mesmo período.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) prevê que vai gastar R$ 123 milhões no maior contrato da Administração Municipal,  mantido com a Terracom (responsável pela coleta e destinação dos resíduos sólidos no Município) em 2014.

Esse custo foi criticado ontem pelo vereador Adilson Júnior (PT), de oposição ao Governo Municipal, na aprovação, em segunda discussão, da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o próximo ano, que estima receita e despesa em R$ 2 bilhões e 300 milhões.

Segundo dados coletados por Adilson Júnior, em 2008 (Governo João Paulo Tavares Papa, PMDB) a Administração Municipal tinha previsto gastar R$ 50 milhões e 695 mil na destinação do lixo, mas acabou desembolsando R$ 67 milhões e 774 mil.

Serviço é mantido há vários anos pela mesma empresa, a Terracom, no Município (Foto: Matheus Tagé/DL)

Os gastos nos anos seguintes foram: R$ 85 milhões e 545 mil (2009), R$ 81 milhões 684 mil (2010), R$ 100 milhões (2011) e R$ 90 milhões e 785 mil no ano passado.

Ainda de acordo com o parlamentar, este ano, os R$ 119 milhões e 145 mil previstos foram o suficiente para o pagamento do serviço somente até junho. “E esses R$ 123 milhões reservados para o próximo ano também só serão suficientes até junho”, avalia. “Não dá para entender como aumentou tanto o gasto com o lixo se a população é praticamente a mesma”.

Destaques

Líder do prefeito na Câmara, o vereador José Lascane (PSDB) elencou os principais gastos do Governo para o próximo ano: R$ 439,7 milhões na Saúde e R$ 417 milhões na Educação.

“Além desses setores, há de se destacar o aumento jamais visto na Assistência Social, que terá 18% a mais, se comparado a este ano”, comentou o tucano.
Outras secretarias municipais  que estarão com caixa reforçado são a de Infraestrutura e Edificações (que receberá R$ 381,8 milhões) e a de Serviços Públicos (com previsão de R$ 225,1 milhões).

Entre as emendas apresentadas pelos vereadores, muitas foram para a compra de câmeras de monitoramento a serem instaladas em vários bairros.