Espera na fila da balsa passa de uma hora

Travessia Santos-Guarujá operava com apenas quatro das oito balsas por volta das 14h35 de ontem

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21 JUL 2018Por Andressa Aricieri10h00
Do lado de Santos o tempo médio era de 100 minutosDo lado de Santos o tempo médio era de 100 minutosFoto: Rodrigo Montaldi/DL

A travessia de balsas Santos/Guarujá estava com espera de mais de uma hora, segundo usuários, por volta das 14h35 de ontem. Do lado de Santos o tempo médio era de 100 minutos, já do lado de Guarujá, 70 minutos.

Segundo a assessoria de imprensa da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), empresa que administra a travessia, das oito balsas, apenas quatro estavam em operação: duas estavam em reforma e as outras duas em manutenção coletiva.

De acordo com o site oficial da Dersa, 255 carros atravessavam por hora, porém, muitas pessoas estavam na fila há pelo menos 40 minutos.

O comerciante Kelser Ramos, de 56 anos, atravessa todos os dias levando mercadoria de peixe fresco desde às 4h30. Ele contou que estava esperando há 45 minutos e sempre pega trânsito, mas ontem a situação estava insustentável. “Eu carrego mercadoria perecível e não pode ficar exposta ao calor, senão pode estragar”, comentou indignado.

Muitas pessoas vêm à Santos ou partem para Guarujá em busca de diversão, como foi o caso de Marcelo Galante, de 42 anos. Ele veio curtir as férias escolares dos filhos no Aquário, mas encontrou muitos problemas na volta. “Eu moro em Bertioga, viemos passear aqui, mas estamos na fila há mais de meia-hora. A última vez que peguei essa fila foi no sábado”, relatou.

Para o lado contrário partia uma família de dois irmãos com um bebê. O irmão mais novo, de 15 anos, contou que estavam na fila desde às 13h30 e só queriam atravessar para poder ir à praia, mas nem isso estavam conseguindo.

“Nunca pegamos uma fila tão demorada”, ressalta.

Ainda que não fosse horário de pico, a fila chegava à Ponte Edgard Perdigão, com apenas uma faixa para os carros. Ao passar do Canal 7, se transformava em três para conter o fluxo.

De acordo com José Roberto Pimenta, de 54 anos, outro motorista indo para o lado de Guarujá, ninguém sabia o porquê da demora, pois não avisaram o que estava acontecendo.

“Falta muita comunicação na hora de passar informação. Se eu soubesse que aqui estava assim, eu teria vindo depois ou teria pego um retorno para voltar para casa”, confessa.

A Dersa afirmou que as duas balsas que estavam em manutenção coletiva voltariam ainda no mesmo dia, porém sem horário previsto.