Cubatão: investigação de hospital chega à Justiça

Vereador ingressou na Justiça e tem parecer favorável do Ministério Público

A criação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar possíveis irregularidades cometidas pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX), responsável pela gestão do Hospital Municipal de Cubatão, chegou à Justiça. Esta semana, a promotora Thaisa Durante Unger Monteiro deu parecer favorável ao mandado de segurança, com pedido de liminar (decisão provisória), para garantir a participação nela do vereador Fábio Alves Moreira, o Roxinho (MDB).

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Roxinho argumenta à Justiça que foi o segundo subscritor do requerimento de abertura da CEI, aprovada em plenário este mês pela maioria dos vereadores. No entanto, após aprovação do processo, indicação dos membros integrantes da comissão e designação do relator pelo autor da propositura, o presidente Ricardo de Oliveira, Queixão (PSDB), teria o excluído arbitrariamente da comissão incluindo no processo outro vereador que sequer subscreveu o requerimento de instauração da investigação.

Segundo Roxinho, houve clara violação do regimento interno, em especial, o princípio da proporcionalidade partidária. O requerimento de abertura da CEI é de autoria de Rafael Tucla (Progressistas) e foi subscrito pelos vereadores Tinho (Republicanos), Fábio Roxinho (MDB), Sérgio Calçados (PSB), Rony do Bar (PSD) e Alessandro Oliveira (PL).

A CEI terá o prazo de sessenta dias, a partir de sua publicação no Diário Oficial, para fazer a apuração dos fatos. Ela foi motivada, segundo os vereadores, por conta de centenas de reclamações de mau atendimento no Hospital Municipal de Cubatão por parte dos moradores.

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São denúncias de omissão de socorro, falta de estrutura e de privilegiar os pacientes do convênio. Além disso, recentemente uma funcionária da FSFX revelou, em reunião no gabinete da Presidência da Câmara, que o município deve cerca de R$ 7,8 milhões à Fundação, o que seria um dos motivos para a precarização dos serviços prestados na unidade hospitalar.

PRESIDÊNCIA.

Queixão revela que a Câmara não foi informada sobre o parecer. No entanto, adianta que, diferente do alegado por Roxinho, o regimento interno define que é, sim, prerrogativa do presidente indicar os integrantes das comissões provisórias mediante “consulta ao autor” do pedido de criação delas. Isso não vincula diretamente a escolha do presidente aos nomes indicados, sendo que a única regra é que se respeite a proporcionalidade partidária, e o que foi garantido.

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“Respeitamos o posicionamento do Ministério Público e vamos aguardar a decisão do magistrado. Caso ele acate o parecer do MP, o Legislativo cubatense analisará a possibilidade de recurso”, finaliza.

FUNDAÇÃO.

A Fundação esclarece que ainda não foi notificada oficialmente pela Câmara sobre a CEI, mas justifica que é uma entidade beneficente de assistência social que atua há mais de 50 anos nas áreas da saúde e educação, num trabalho marcado pelo atendimento humanizado e acolhedor, referência para outras unidades do Brasil.

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Que é pautada por uma atuação ética e transparente na administração de seus hospitais, e reforça que as contas do Hospital de Cubatão são públicas e estão acessíveis a todos. “Inclusive a FSFX mantém um canal aberto, com equipe de ouvidoria dedicada a atender e ouvir a população”, afirma em nota, reforçando que está aberta para qualquer esclarecimento.

PREFEITURA.

Sobre supostas omissão de socorro, falta de estrutura e privilégio a pacientes, a Prefeitura de Cubatão informa que a orientação é justamente atendimento equitativo, que irá questionar a Fundação e que todos os serviços contratuais são quitados rigorosamente em dia.

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Sobre serviços excedentes, garante que as secretarias de Saúde, Finanças e Procuradoria Geral do Município estão analisando a procedência dos serviços prestados.