Creci defende inclusão de imóveis usados no ‘Minha Casa Minha Vida’

Delegado sub-regional diz que usados financiados com taxas mais baixas beneficiaria ainda mais as famílias de baixa renda

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28 JAN 201322h26

O delegado sub-regional do Creci-SP, Carlos Manoel Neves Ferreira, defende a inclusão de imóveis usados no Programa Habitacional do Governo Federal ‘Minha Casa, Minha Vida’. O programa que prevê a construção de 1 milhão de moradias para famílias com renda até dez salários mínimos, é uma parceria com estados, municípios, iniciativa privada e movimentos.

Ferreira afirmou que o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) pretende levar a ideia à ministra da Casa Civil Dilma Roussef. “Há muitos imóveis usados nas cidades da Região com preços entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, que poderiam ser financiados com a taxa de juros que o Programa Minha Casa Vida está oferecendo para imóveis novos.

Um imóvel usado do mesmo tamanho do imóvel que o Governo Federal está oferecendo custa 30% a 40% do valor do novo. Então, se o programa incluísse os imóveis usados, beneficiaria muito as famílias de baixa renda”.

Segundo Ferreira, o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’oferece financiamentos pela Caixa Econômica Federal com taxa de juros de 5% ao ano para famílias com renda mensal de 0 a 10 salários mínimos.

Para famílias com renda de 0 a 3 salários, a prestação mensal mínima é de R$ 50, com financiamento em 25 anos e o contrato passa para o nome da mulher, em se tratando de casal, após dez anos.

Já para famílias na faixa de renda de 3 a 10 salários, com renda de R$ 1.300, um imóvel no valor de R$ 100 mil pode ser financiado em até 25 anos, com prestações de R$ 390 mais taxa de juros de 5% ao ano. “Neste caso, a família dá uma entrada de R$ 25 mil, financia R$ 52 mil e o Governo subsidia os R$ 23 mil restantes”.

Porém, para quem tem renda de R$ 4 mil, pode financiar um imóvel de R$ 80 mil, sem entrada, e sem subsídio do Governo, com taxa anual de 8,16% sobre uma prestação de R$ 790.