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Creche é alvo de polêmica no Ilhéu Alto

A creche será administrada por intermédio de um contrato entre a Prefeitura de Santos e a Congregação

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11 JUN 2019Por Da Reportagem11h30
A comunidade não estava aceitando a saída do Projeto Comunidade Inamar, que estava há 19 anos no localFoto: Nair Bueno/Diário do Litoral

Depois da pressão pessoal e de um abaixo-assinado envolvendo pais, mães e parte da comunidade do Ilhéu Alto, em Santos, o padre José Raimundo da Silva, da Congregação Sagrada Família, garantiu, na tarde de ontem, que manterá às 75 crianças da Associação de Educação Infantil Nossa Senhora das Graças, na Rua Bom Retiro até os seis anos, em período integral, com os mesmos professores e cinco refeições diárias. “Os professores também serão recontratados. Só a proposta pedagógica não será a mesma”, disse o religioso.   

A promessa ocorreu porque a comunidade não estava aceitando a saída do Projeto Comunidade Inamar, que estava há 19 anos no local. Agora, a creche, que era 100% mantida pela Rodrimar, será administrada por intermédio de um contrato entre a Prefeitura de Santos e a Congregação.  

A Comunidade Inamar é uma organização sem fins lucrativos que trabalha para atender crianças e suas famílias em situação de vulnerabilidade social, promovendo a educação e a cidadania por meio de qualificação e preparo dos profissionais envolvidos. Além de Santos, ela administra diversos núcleos nas cidades paulistas de Diadema e Santo Andre?, em parcerias públicas e privadas, totalizando aproximadamente mil crianças atendidas em período integral.

Solange Teodósio, vó de uma das crianças assistidas na creche, estava preocupada antes do encontro dentro da creche. “Queremos que o projeto Inamar seja mantido. Não aceitamos queda de qualidade de ensino. As crianças saem lendo e escrevendo”, disse, revelando que o vigia da creche já havia sido dispensado.

Ivone Aparecida Adolfo Martins revelou que as professoras foram capacitadas e que a assistência teria que ser mantida em período integral, para não prejudicar o aprendizado e o trabalho das mães. “Nossa maior demanda é de crianças de quatro a seis anos”, disse, ao lado de Roberta Tavares Freitas, que tem uma filha de dois anos matriculada na creche.  

Inamar

A gerente educacional da Inamar, Carolina Domingos, revelou que a Rodrimar rompeu a parceria pedagógica por falta de recursos. O custo é de R$ 10 mil. A Inamar atua em parceria com gestores públicos, educadores, pesquisadores e outras organizações para manter a proposta pedagógica, centralizada no conceito “Brincar de Aprender”. Suas ações são financiadas por recursos de doações e de parceiros, amigos, convênios públicos e privados. 

A Rodrimar mantinha o infraestrutura restante – salários de professores, manutenção, refeições, transporte e outros custos - na ordem de R$ 70 mil. O diretor da Rodrimar, Antônio dos Santos Carvalhal, disse que a Prefeitura é que indicou a Congregação. “A empresa mantinha tudo. Agora, com a crise, não temos como continuar”, finaliza.

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