Baixada marca presença na Copa do Mundo, mas tem bola fora

A recepção às seleções da Bósnia e Herzegovina, México e Costa Rica foi bem sucedida, mas a estadia registrou alguns contratempos

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15 JUN 201400h34

Santos e Guarujá viveram juntas uma importante temporada durante a Copa do Mundo. As seleções da Bósnia e Herzegovina, México e Costa Rica agitaram as duas subsedes do Mundial na Baixada Santista. Os “gringos” foram recebidos com festa, no balanço das cadeiras das passistas, embalados pelo ritmo do samba. Mas, a recepção, apesar de calorosa teve “bolas fora”. Nenhuma seleção escapou das "faltas cometidas", mas as dificuldades foram dribladas de imediato. No “saldo de gols”, os resultados positivos superaram os imprevistos nas duas cidades.

A seleção da Bósnia, estreante em Copa do Mundo, desembarcou em Guarujá e encontrou o Estádio Municipal Antônio Fernandes inacabado e sem infraestrutura no entorno.

Na quinta-feira, dia 5, parte da comitiva europeia foi ao local dos treinos, identificou alguns problemas e fez solicitações. Os bósnios pediram para a Prefeitura de Guarujá instalar uma rede atrás de um dos gols para que as bolas não caíssem em uma área de mata. Mas, a solução encontrada foi convocar "gandulas" para recolherem as bolas de futebol que fossem lançadas para fora do campo. E, as Brazucas tornaram-se valiosas, pois as bolas foram fornecidas pela FIFA em número limitado.

Mas, durante a cerimônia de recepção da seleção da Bósnia, o ponto alto foi quando os jogadores saíram na sacada do Casa Grande Hotel, para ver a bateria da escola de samba Mocidade Amazonense. Os atletas também receberam a calorosa recepção de munícipes, unidos numa só torcida Brasil-Bósnia

Comitiva pede a instalação de rede de proteção atrás de uma das traves para evitar que as bolas caíssem na mata (Foto: Diário do Litoral)

Na noite do dia 8, um incidente marcou a estadia dos bósnios em Guarujá. Três pessoas da delegação que caminhavam pelo calçadão da praia da Enseada, próximo ao hotel em que a seleção estava hospedada, suspeitaram de uma tentativa de assalto. O técnico da seleção, Safet Susic, confirmou a notícia de que três homens se aproximaram em três bicicletas e depois fugiram cada um em uma direção diferente assim que a polícia ameaçou agir à atitude suspeita, como confirmou um PM à reportagem, que teve a identidade sob sigilo.

No dia 9, foi a vez de a seleção do México ser “premiada”. A bateria do ônibus oficial arriou. Atletas e comissão técnica foram de táxi até o Centro de Treinamento Rei Pelé para o segundo treino. A imagem de uma frota de táxis de Santos saindo da entrada de Parque Balneário Hotel, no Gonzaga, conduzindo a delegação mexicana, foi exibida em rede nacional na TV e ganhou as páginas dos jornais. Mas, tudo foi levado na esportiva.

Já para o time da Costa Rica, que chegou em Santos de madrugada, por volta das 3 horas do dia 10, a recepção com a nossa música, por mais contagiante que seja, talvez não tenha sido de bom tom. Eles estavam cansados, com treino marcado para algumas horas depois, às 9 horas. A chegada foi tranquila e a delegação rapidamente dirigiu-se às suítes do Mendes Plaza Hotel, no Gonzaga, em Santos, para o merecido descanso.

Apesar dos contratempos, as prefeituras de Santos e Guarujá, a Polícia Militar, que reforçou a segurança, e o público promoveram uma semana de festa e clima desportivo na Baixada.

"Zica" mesmo neste início de temporada da Copa do Mundo foi o inesperado gol contra do jogador brasileiro Marcelo na partida de estreia de Brasil e Croácia, na Arena Corinthians. Mas, a frustração logo foi superada naquele fim de tarde de quinta-feira, 12 de junho, Dia dos Namorados. Neymar e Oscar balançaram a rede do adversário e correram para o abraço da torcida canarinho, sacudindo o Itaquerão.