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Mourão diz que será responsável pelo monitoramento das atividades do governo

Ele disse que a ideia é de que fique sob o encargo da Vice-Presidência subchefias hoje controladas pela Casa Civil e pela Secretaria-Geral

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22 NOV 2018Por Folhapress19h40
Mourão afirmou que será responsável pelo monitoramento das atividades do governoFoto: Divulgação/Fotos Públicas

O vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, afirmou nesta quinta-feira (22) que a sua função no futuro governo será de monitoramento das atividades ministeriais e das políticas públicas, cobrando prazos e impedindo desperdícios.

Em evento promovido pelo TCU (Tribunal de Contas da União), ele disse que a ideia é de que fique sob o encargo da Vice-Presidência subchefias hoje controladas pela Casa Civil e pela Secretaria-Geral.

"A ideia fundamental junto ao presidente é que, como vice, eu tenha sob meu encargo aquelas subchefias que hoje estão parte na Casa Civil e parte na Secretaria-Geral e que conformam a atividade de controle dos ministérios, de políticas públicas e do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos)", disse.

Ele antecipou que pretende selecionar projetos prioritários, que envolvem mais de uma pasta ministerial, para acompanhar diariamente, "cobrando dos ministros os prazos que têm que ser cumpridos".

"Nós vamos mudar um pouco a cara de como o governo deve exercer sua atividade de planejamento e de fiscalização", afirmou.

Em discurso, o militar criticou o que chamou de extremamente elevada carga tributária do país e defendeu que ela deve ser simplificada para, em um segundo momento, ser reduzida.

"Nós temos de aumentar a base, ou seja, todo mundo tem de pagar imposto, mas vamos pagar menos", disse.

Ele pregou a manutenção de um regime de câmbio flutuante e a realização de uma abertura comercial. Para ele, contudo, esse processo deve ser feito sem choque com o setor produtivo.

"Às vezes, os nossos industriais ficam preocupados. Não podemos promover o choque nessa abertura. Terá de ser, usando uma trilogia do tempo antigo, lenta, gradual e segura", disse.

A expressão foi utilizada pelo general Ernesto Geisel, durante o regime militar, para definir o processo de transição para o regime democrático.

Segundo Mourão, a intenção do novo governo será de privatizar as empresas públicas que sejam deficitárias e que deixaram de cumprir sua função.

O processo, de acordo com ele, será feito por meio da abertura de capital.

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