Sopesp vai analisar proposta da Estiva na terça-feira

O Sindicato dos Operadores Portuários (Sopesp) analisará a contraproposta do Sindicato dos Estivadores (Sidestiva) referente ao intervalo de 11 horas com excepcionalidades entre os turnos de seis horas

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11 FEV 201316h30

Ontem, Sopesp e Sindestiva se reuniram na Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), juntamente com a diretoria da estatal e o Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo) para discutir a proposta. Na ocasião, o Sindicato dos Estivadores também apresentou, junto a proposta, revisão do acordo e convenção coletiva de trabalho, aprovada em assembléia da categoria, na manhã de ontem.

Segundo a assessoria de imprensa do Sopesp, o sindicato patronal colocará a proposta dos estivadores em pauta na assembléia a ser realizada na próxima terça-feira. O sindicato aguarda o envio da proposta dos estivadores por escrito para análise.

Na assembléia realizada pelo Sindicato dos Estivadores foi aceita a proposta do Sopesp, de implantação do intervalo de 11 horas entre os turnos de seis horas com 16 exceções elencadas, ou seja, há dezesseis casos previstos na proposta que permitirão que o trabalhador avulso dobre o turno de seis horas.

O presidente do Sindestiva, Rodnei Oliveira da Silva, o Nei, afirmou que aguardará o resultado da assembléia que será realizada pelo Sopesp para a finalização do novo acordo coletivo de trabalho.

O novo acordo coletivo propõe a revisão de ganhos em quatro câmaras setoriais. Para a câmara de açúcar ensacado em cai público está sendo proposto o reajuste salarial de 5,5%, mais vale refeição no valor de R$ 10; para a câmara de contêineres 4,5% de aumento, mais vale refeição de R$ 10.

Já para a câmara de contêineres de granel sólido e carga geral em cais público, correção salarial de 5,5%, vale refeição de R$ 10,55 e salário/dia de R$ 34,24. As revisões salariais têm data-base de 1º de março.

Já para a câmara setorial de açúcar ensacado e granel em terminais especializados haverá negociações para a data-base de 2009. A assessoria de imprensa do Sindicato dos Estivadores explicou que todos os direitos adquiridos nas convenções coletivas de trabalho anteriores serão mantidos.

Paralisação

Na última terça-feira, a categoria mobilizada pelo sindicato, deflagrou paralisação no cais santista, entre 13 e 19 horas, em protesto contra a aplicação do intervalo de 11 horas pelo Ogmo, sem aviso prévio, no início daquele turno. A imposição, segundo a categoria, que alega ter sido pega de surpresa, também excluía os casos de excepcionalidade, que permitem a dobra de turno.

Em reunião, intermediada pelo presidente da Codesp, José Di Bella Filho, que resultou na suspensão da medida e, conseqüentemente, da paralisação, o Ogmo comprometeu-se a pagar a diária dos estivadores que deixaram de trabalhar no dia 13.