Mobilização contra acidentes de trabalho reúne 4 mil em SP

A mobilização reuniu cerca de quatro mil pessoas

Comentar
Compartilhar
30 JAN 201321h45

A mobilização contra acidentes de trabalho na construção civil, realizada na manhã de ontem, no Centro da Capital paulista, reuniu cerca de quatro mil pessoas — de acordo com estimativa da Polícia Militar.

Organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Civil em São Paulo, a manifestação teve o objetivo de alertar a sociedade para o alto índice de acidentes com morte registrados este ano na Capital paulista.

"Neste ano, nove pessoas morreram até agora na construção civil, enquanto no ano passado inteiro foram sete", afirmou Antonio de Souza Ramalho, presidente do sindicato.

Segundo Ramalho, três dessas mortes foram obras públicas estaduais e municipais. "A causa de quatro dessas mortes foi queda, de duas foi soterramento, duas por equipamentos e máquinas e uma por demolição", explicou.

“Acredito que as empresas cortaram recursos onde não poderiam cortar, na área de segurança", apontou Ramalho como possível causa das mortes. Os manifestantes entregaram uma carta ao Ministério do Trabalho reivindicando aumento na fiscalização e no valor das multas por acidentes para as empresas.

"Os números de acidentes de trabalho foram diminuindo ao longo dos anos, mas esse aumento repentino em 2009 nos preocupa", disse Ramalho. Segundo o sindicato, em 2008 foram 830 acidentes com ferimentos leves, contra 1.842 de 2007.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção do Mobiliário de Santos (Sintracomos), Geraldino Cruz Nascimento, afirmou que apoia o movimento realizado na Capital, mas destacou que os acidentes caíram significativamente na Região. Geraldino atribui à queda nas ocorrências às medidas preventivas de segurança do trabalho adotadas pelas empresas, em cumprimento à legislação que se tornou mais rigorosa desde 2001.

Ainda de acordo com Geraldino, acidentes com as mãos que vão desde ferimentos leves à amputações, lideram as ocorrências, respondendo por 30% do total de casos, seguidos por ferimentos nos olhos e na cabeça.