Audiência pública no Senado debate situação do Portus

O pagamento do 13º salário para cerca de 25 mil pessoas que dependem do Portus corre o risco de não ser efetuado.

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07 NOV 201211h28

O pagamento do 13º salário para cerca de 25 mil pessoas que dependem do Portus (fundo de previdência dos portuários) corre o risco de não ser efetuado, caso o governo não repasse R$ 150 milhões a entidade, até dezembro.

O alerta é do presidente da União Nacional das Associações dos Participantes do Portus (Unapportus), Vilson Balthar. “Sinceramente, acho que o governo não vai deixar isso acontecer. Não estamos pedindo favor. Esse é um dinheiro que ele (governo) nos deve”, afirmou.

Os R$ 150 milhões são parte de R$ 400 milhões autorizados, em 2008, pelo presidente, à época, Luiz Inácio Lula da Silva. Mas só chegaram ao cofres do Portus R$ 250 milhões até agora. O dinheiro, segundo Balthar, era só para dar um fôlego ao plano. Na verdade, o total das dívidas da União é de R$ 4 bilhões.

Associados se manifestam

Associados aposentados do Sintraport de Santos procuraram o Diário do Litoral  para dizer que estão cansados de ouvir falar na insolvência do Portus. “Nós não podemos pagar pelas consequências das más administrações que passaram pela direção do Portus”, diz em nota os associados santistas.

Eles exigem  que os responsáveis pelos desmandos na entidade  sejam identificados para a categoria e, perante a justiça, responsabilizados por seus erros.

Que, essa auditoria atual conclua seu trabalho e que o interventor de um prazo para as conclusões de sua gestão.

Eles vão estar em Brasília, para acompanhar a audiência pública no Senado. E justificam o descontentamento com o Governo Federal: “nestes últimos anos nosso governo tem enviado muitos milhões de dólares como ajuda financeira a diversos países, incluindo também, o perdão de algumas dividas. Não estamos contra essa ajuda, sempre que preciso e possível essa ajuda tem que se dar. Só que é preciso que se olhe para dentro do país, para os direitos de quem contribuiu e como nós, corremos os riscos de arcar com um prejuízo do qual não temos a menor parcela de culpa”.

E concluem: "Não fomos nós os  Participantes do Portus, que gerenciamos e, nem fraudamos nossa instituição, pelo contrario, contribuímos quando na ativa e continuamos a contribuir, mesmo aposentados”.

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