Secretário discorda de prefeitos e Baixada Santista seguirá em isolamento social rígido

Apenas três regiões foram classificadas como Fase 1, também conhecida como Zona Vermelha, e que demanda um isolamento social no nível mais rígido possível

Comentar
Compartilhar
28 MAI 2020Por LG Rodrigues13h35
A próxima avaliação da Baixada Santista, para checar se a porcentagem de leitos de UTIs ocupados diminuiu, assim como os índices de contaminação entre os moradores da Região, se dará em 15 diasFoto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

O secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marcos Vinholi, afirma que a classificação da Baixada Santista como uma das regiões que mais é afetada pelo coronavírus e que demanda um isolamento social mais rígido não deverá ser alterada mesmo após os prefeitos das nove cidades terem decidido questionar a decisão do Governo do Estado. Com isso, os municípios seguirão inseridos na Zona Vermelha de Alerta Máximo da Quarentena.

O anúncio do novo método de classificação de risco foi divulgado pelo governador João Doria durante o começo da tarde desta quarta-feira (27). Nele, as autoridades dividiram as regiões do Estado em cinco fases, cada uma associada a uma cor que indica o quão flexíveis são as liberações para a retomada econômica.

Apenas três regiões foram classificadas como Fase 1, também conhecida como Zona Vermelha, e que demanda um isolamento social no nível mais rígido possível, impedindo qualquer reabertura de comércios que não sejam considerados como essenciais: Baixada Santista, Vale do Ribeira e Grande São Paulo.

A Capital foi classificada em um nível abaixo, a Fase 2, associada à cor laranja e que já permite certa retomada de alguns estabelecimentos comerciais. Esse último fato irritou os prefeitos das nove cidades da Baixada Santista.

"Nós discordamos dos números apresentados pelo Estado porque eles não reproduzem a realidade da Baixada Santista e manifestamos ao Estado uma posição unânime dentre os nove prefeitos para que o Estado possa revisar em caráter imediato os critérios que colocaram a Baixada Santista nessa classificação, porque é inconcebível que a Capital de São Paulo, epicentro da pandemia no Brasil, esteja classificada numa fase mais flexível da epidemia e da liberação das atividades do que a Baixada Santista", afirmou Paulo Alexandre ainda durante a noite de quarta-feira.

Apesar dos apelos dos chefes dos Executivos da região caiçara, as autoridades a nível estadual não sinalizaram de maneira positiva aos argumentos dos nove prefeitos e a Baixada Santista deverá permanecer na Zona Vermelha por ao menos mais 15 dias, quando as cidades deverão passar por uma nova avaliação para analisar se passará a ocupar a Zona Laranja.

“É legítima a vontade da sociedade e dos prefeitos para retomar o mais rápido possível as atividades econômicas, nós também queremos, mas dentro das métricas colocadas e de maneira responsável. Estou em diálogo constante com os prefeitos, muitos deles têm questionamentos e estamos elucidando todos os passos”, afirmou Marcos Vinholi.

A próxima avaliação da Baixada Santista, para checar se a porcentagem de leitos de UTIs ocupados diminuiu, assim como os índices de contaminação entre os moradores da Região, se dará em 15 dias.