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Santos entrega novo hospital de campanha para receber pacientes com coronavírus

Hospital Vitória atenderá pacientes encaminhados das unidades de urgência e emergência da cidade

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22 MAI 2020Por Da Reportagem16h00
Além da UTI, parte dos leitos de clínica médica já estarão disponíveis para ocupação nesta sexta-feiraFoto: Divulgação / Prefeitura Municipal de Santos

Mais uma unidade de campanha exclusiva para a covid-19 começa a funcionar nesta sexta-feira (22) em Santos. O Hospital Vitória (Rua Rio de Janeiro, 19 – Vila Mathias) atenderá pacientes encaminhados das unidades de urgência e emergência da Cidade: UPA Central, UPA Zona Noroeste e Pronto-Socorro Provisório da Zona Leste. Serão 131 leitos, sendo 17 de UTI.

Além da UTI, parte dos leitos de clínica médica já estarão disponíveis para ocupação nesta sexta-feira, o equivalente a cerca de 30% do total. Gradativamente, em um período máximo de cinco dias, todas as vagas estarão em operação.

As unidades de terapia intensiva estão localizadas no 3º pavimento; os de clínica médica do 4º ao 8º andar. O primeiro pavimento terá ainda cinco leitos para estabilização dos pacientes recém-chegados e o segundo andar é reservado para atividades administrativas.

TAXAS DE OCUPAÇÃO.
O acréscimo dessas vagas para pacientes com covid-19 tende a aliviar a taxa de ocupação de leitos no Município, classificada como “preocupante” pelo secretário municipal de Saúde, Fábio Ferraz. Nesta quinta-feira, as UTIs da Cidade (públicas e privadas) para covid-19 estavam com ocupação superior a 80%. Se somadas aos leitos de enfermaria, o índice é superior a 50%. “Com essa disponibilidade expressiva de novos leitos, pretendemos ao menos estabilizar a taxa de ocupação dos leitos e atender todos que venham a necessitar de internação”, afirma o secretário.

De acordo com especialistas em epidemiologia, estaremos vivendo o pico da epidemia entre o final de maio e início de junho.

HOSPITAL.
Pertencente ao United Health Group Brasil, proprietário da operadora de saúde Amil, o Hospital Vitória foi cedido gratuitamente ao Município por meio de um termo de comodato, válido até 31 de dezembro.

A gestão do Hospital Vitória será compartilhada entre a Prefeitura e a organização social (OS) Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz, por meio de aditamento do contrato para gerenciamento do Complexo Hospitalar dos Estivadores. O custo mensal da unidade, R$ 4,8 milhões, será pago com recursos do Governo do Estado, totalizando R$ 19 milhões.

Reforma do edifício proporcionou agilidade e economia
Um investimento de R$ 4,9 milhões da Prefeitura garantiu o Hospital Vitória como mais uma unidade de campanha para covid-19. Houve adequações na estrutura física e na rede de gases, além da compra de equipamentos, leitos hospitalares, ventiladores mecânicos e monitores multiparâmetros.

Com a urgência de atendimentos imposta pela pandemia, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) buscou uma solução ágil e econômica para a instalação de novos leitos de campanha. Por já dispor de grande parte da infraestrutura necessária, o Hospital Vitória – cujas atividades já se encontravam suspensas – foi identificado como local ideal na Cidade para as instalações temporárias.

Ainda assim, para atender plenamente a população, o edifício precisou de adaptações, pois foi projetado para tratamentos oncológicos, não de pronto-socorro. “Se optássemos por construir um hospital deste porte com as mesmas condições, ou mesmo montar uma unidade com estruturas provisórias, em ginásios, estádios e outras áreas, o custo aos cofres públicos seria de dez a 30 vezes superior ao investido na adaptação desse prédio. Isso é possível constatarmos pelos investimentos realizados por outros municípios”, explica Ferraz.

As intervenções realizadas pela Prefeitura nos oito andares do imóvel permitiram a ampliação do número de leitos de 46 para 131. “É quase três vezes mais do que havia antes. Aumentamos a oferta de leitos sob a lógica de um hospital de campanha”.

Após a pandemia, os aparelhos e leitos adquiridos para equipar a unidade de campanha serão aproveitados em outros equipamentos públicos de saúde. “Será um legado para a Saúde de Santos, embora oriundo de um momento de crise”.

INTERVENÇÕES.
Na parte elétrica, as intervenções incluíram revisão de toda a fiação pré-existente no edifício, instalação de ramais para os novos leitos e restruturação da iluminação.

Na área de atendimento, foram implantados sanitários e chuveiros, além de sistemas de chamada de enfermagem. Houve também readequação da rede de gases hospitalares.

Para os profissionais de saúde, foram construídos vestiários masculino e feminino e espaços de descontaminação, com isolamento de rotas para garantia de fluxo seguro das equipes. Houve, ainda, pintura geral do edifício.