Ocorrência de ressacas no mar é mais comum no outono e no inverno

No Município, o aumento acima do normal e a agitação são causados, predominantemente, pela passagem de frentes frias

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09 MAI 2017Por Da Reportagem15h30
Em ambientes como as praias, as ressacas podem transportar sedimentos (areia), erodindo uma região e assoreando a outraEm ambientes como as praias, as ressacas podem transportar sedimentos (areia), erodindo uma região e assoreando a outraFoto: Matheus Tagé/DL

O fenômeno conhecido como ressaca do mar pode acontecer durante todo o ano, mas os períodos com maior ocorrência em Santos, e em toda a costa Sul e Sudeste, são o outono e o inverno. De acordo com o Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Universidade Santa Cecília (Unisanta), parceira da Prefeitura na emissão de dados oceano-meteorológicos, ela está associada a dois fatores: aumento acima do normal da maré (nível do mar) e maior agitação marítima (ondas) perto da costa.

No Município, como em toda a costa Sul e Sudeste, o aumento acima do normal e a agitação são causados, predominantemente, pela passagem de sistemas meteorológicos frontais, as frentes frias, explica a coordenadora do núcleo, a professora Alexandra F. P. Sampaio. “As diferenças de pressão atmosférica e os ventos intensos, principalmente em mar aberto, característicos das frentes frias, empurram a água para a costa, fazendo com que o nível do mar suba acima do normal. Além disso, os ventos intensos agitam a superfície do mar, gerando ondas maiores e com mais energia, que se propagam em direção à costa”.

Em ambientes como as praias, as ressacas podem transportar sedimentos (areia), erodindo uma região e assoreando a outra. E as ondas, por terem grande energia, podem danificar estruturas urbanas. Já em regiões costeiras urbanizadas, pode haver propagação da água via rede de drenagem, causando alagamentos onde o terreno é mais baixo, como ocorre na Zona Noroeste.

Alertas e monitoramento

Quando há previsão de ressaca emitida pela Unisanta, a Prefeitura divulga alertas à população por meio do Diário Oficial, portal www.santos.sp.gov.br e redes sociais. Em casos previstos de evento mais severo, alertas também são emitidos via SMS aos moradores das áreas sujeitas à ressaca ou à inundação. Munícipes podem se cadastrar para receber a mensagem enviando e-mail para [email protected]

“A parceria com a Unisanta é fundamental, pois as previsões nos permitem alertar as pessoas com antecedência”, diz o coordenador da Defesa Civil, Daniel Onias. A Administração Municipal ainda atua nos locais passíveis de serem atingidos pelas ressacas por meio da Defesa Civil, CET, Guarda Municipal e Secretaria de Serviços Públicos, antes, durante e após a ocorrência, alertando a população, interditando vias, limpando, desobstruindo e consertando as redes de drenagem e a infraestrutura urbana.

Orientações

- Acompanhar as previsões

- Evitar transitar ou deixar veículos nos locais inundáveis

- Evitar contato com a água nos alagamentos e inundações, devido ao risco de doenças

- Não se aproximar da arrebentação das ondas, devido ao risco de ser arrastado e se afogar

- Evitar pescar ou praticar esportes náuticos nessas ocasiões

- Não sair para navegar sem antes consultar os avisos da Marinha e a previsão do tempo

Saiba mais

- 76% das ressacas em Santos ocorreram entre abril e setembro, época do ano com maior frequência e intensidade de frentes frias, a principal causa das ressacas na região.

- Qualquer emergência, a população pode acionar os telefones 199 (Defesa Civil e Guarda Municipal) e 193 (Corpo de Bombeiros).