Macuco terá nebulização contra o Aedes na segunda-feira

Neste sábado (20), os moradores serão orientados sobre a nebulização pela equipe de Informação, Educação e Comunicação (IEC)

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20 FEV 2021Por Da Reportagem12h00
Para a nebulização da área, os agentes da secretaria orientam os moradores para saírem de suas residências por 30 minutos, desde a aplicação do inseticidaFoto: ISABELA CARRARI/PMS

Em razão da confirmação de dois casos de chikungunya no Macuco, cerca de 500 imóveis do bairro receberão, na próxima segunda-feira (22), a partir das 9h, aplicação de inseticida para combater o mosquito Aedes aegypti. Os imóveis ficam no entorno das residências de duas pessoas que testaram positivo para a doença transmitida pelo Aedes, o mesmo da dengue, zika e febre amarela urbana. Em caso de mau tempo, a ação será transferida para outra data.

Neste sábado (20), os moradores serão orientados sobre a nebulização pela equipe de Informação, Educação e Comunicação (IEC), da Secretaria Municipal de Saúde. A aplicação do inseticida será feita em 13 quadras, no trecho compreendido pela Travessa Particular Rinaldi, Rua Bezerra de Menezes, Rua Irmão Gondulpho, Rua Japão e Avenida Almirante Cóchrane.

Para a nebulização da área, os agentes da secretaria orientam os moradores para saírem de suas residências por 30 minutos, desde a aplicação do inseticida. Outros cuidados a serem tomados são: deixar portas e janelas abertas, guardar em local fechado ou manter coberto alimentos, água e utensílios domésticos, e retirar roupas do varal. Bebedouros de animais, gaiolas de passarinhos e aquários têm de estar cobertos ou guardados em locais fechados.

Santos registrou 13 casos de chikungunya, outros 11 de dengue este ano - e nenhum de zika. O último registro de febre amarela urbana data da década de 1940. 

Os registros de chikungunya foram no Centro (três casos), Macuco (dois), Aparecida (dois), Rádio Clube (dois) e um no Morro da Penha, Paquetá, Embaré e Ponta da Praia. Quanto à dengue, foram três casos registrados no Rádio Clube e um em cada um dos seguintes bairros: Ponta da Praia, Caneleira, Vila Belmiro, Alemoa, Morro São Bento, São Manoel, Boqueirão e José Menino.


ALERTA

"A parceria entre o Poder Público e a população se faz necessária para amenizar um problema de saúde pública grave no País", destaca a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde, Ana Paula Valeiras. "A chikungunya é uma doença altamente debilitante. A proliferação do Aedes só será minimizada com a consciência de manter quintais, terrenos baldios e outros espaços limpos e conservados".

A chefe da Seção de Controle de Vetores da Secretaria de Saúde, Letícia Schleder, faz um alerta. "A nebulização é importante porque mata o mosquito adulto. Mas os moradores têm de estar atentos para possíveis criadouros das larvas do Aedes e, quando encontrá-los, eliminar estes pontos com produtos alternativos como sal grosso ou cloro".

 

BLOQUEIOS
A seção já realizou bloqueios do controle de criadouros (vistoria em áreas como ralos e vasos de plantas com pratos, por exemplo) no Centro, Rádio Clube, no Estuário (11 quadras) e na Ponta da Praia (16 quadras).

Estuário e Ponta da Praia também foram alvos de nebulização (aplicação do inseticida com máquina costal). Segundo a chefe técnica da seção, Ana Paula Favoreto, outra ação está sendo estudada para o Rádio Clube. Além destas ações, sete mutirões foram realizados este ano - seis em bairros da Orla e um no Macuco, que resultaram na eliminação de 759 criadouros do Aedes.