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Guindaste vai içar estrutura em aço com 4 toneladas que cobrirá Coliseu

Conforme reportagens veiculadas pelo Diário em fevereiro e março, Ministério Público propôs ação civil que pede o ressarcimento de R$ 128,8 milhões aos cofres municipais

Nilson Regalado

Publicado em 09/07/2024 às 07:02

Atualizado em 09/07/2024 às 08:05

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O serviço seria feito no último final de semana (dias 6 e 7), mas foi adiado / Igor de Paiva / Diário do Litoral

Um guindaste vai içar uma estrutura com quatro toneladas e 320 metros quadrados até o topo do Teatro Coliseu. Mas essa operação depende do fechamento do tráfego de veículos leves e ônibus no entorno do prédio histórico em Santos para a passagem do caminhão de grande porte que sustenta o guindaste. O serviço seria feito no último final de semana (dias 6 e 7), mas foi adiado. Agora, a expectativa é que seja executado no próximo final de semana (dias 13 e 14). Feita em aço, a peça será fixada sobre o palco, na parte de trás do Coliseu, próximo à esquina das ruas Brás Cubas e João Pessoa.

“A gente ia içar (a estrutura metálica) porque estava prevista a interdição (no final de semana passado), mas tem uma questão de tráfego, aí cancelaram. Não pode isolar uma via, isolar outra. A gente depende dessa concordância da CET e do VLT”, explica a engenheira Suelen Tavares Borges, representante da Lemam Construções e Comércio. A empreiteira é a responsável por esta etapa das obras no Coliseu.

“Mas, não vai demorar muito. É só alinhar com CET e VLT”, completa Suelen. O guindaste vai encaixar a estrutura metálica em locais milimetricamente calculados pelos engenheiros responsáveis pela obra. “Eu cancelei o meu guindaste. Agora, preciso agendar com alguma antecedência. E isso demanda algum tempo para reorganizar”, explica a engenheira.  Depois de içada, a peça será fixada com alvenaria no alto das paredes do Coliseu.

Concluída esta fixação, os operários cobrem a área sobre o palco com telhas. Só depois de vencida essa etapa será possível iniciar a restauração do assoalho do palco: “Ele só pode ser feito após o término lá em cima. E, aqui também, foi uma demora muito grande (compra e entrega) da madeira, porque é uma madeira que está em extinção”, salienta a funcionária da Lemam.

Segundo a engenheira, não será necessário trocar todo o piso de madeira, feito com freijó, madeira nobre. O reforço na estrutura metálica que fica abaixo do palco já está concluído. “Esse trabalho no palco é rápido”, revela a representante da empreiteira. Segundo a engenheira, as novas tábuas em freijó estão armazenadas em local seco, à espera da cobertura do palco para serem trazidas ao Coliseu.

Fachada pronta.

A Lemam assumiu esta fase da restauração em 2021, e foi a responsável a recuperação dos 4.414,30 metros quadrados da fachada do Teatro. Como na época da construção do Coliseu não havia cimento, o trabalho foi executado apenas com cal e água. Por ser menos aderente que o cimento, esse material não pode ser aplicado após dias de chuva. E, em caso de chuva imprevista, todo o material é perdido e o trabalho precisa ser refeito.
“A gente fez os ornamentos, mas, choveu, caiu. E aqui no litoral chove muito. Mesmo quando para de chover você fica três, quatro dias com umidade, ele não seca. Precisei colocar 20 pessoas no andaime para conseguir finalizar”, explica a engenheira.

Segundo a representante da Lemam, a restauração da fachada está por detalhes: “A fachada está 90% concluída, só falta a pintura, que é mais simples. As esquadrias de madeira (estão) 95% concluídas. Só estamos terminando as últimas portas”.

‘Concreto respinga’.

Em nota, a Diretoria de Comunicação da Prefeitura informou que falta concluir o restauro das quatro portas principais, na entrada do Coliseu. A Dicom disse ainda que elas só poderão ser restauradas “após a concretagem do piso da calçada.

Segundo a Dicom, na semana passada representantes da Lemam receberam os responsáveis pelas obras do VLT para tratar do nível que deverá concretar a calçada. Sem saber qual será a altura precisa dos trilhos em relação ao meio-fio, a empreiteira não pode concretar os passeios na frente e na lateral do Coliseu porque o concreto pode respingar e estragar o restauro já feito na fachada e nas portas.

E, segundo a engenheira da Lemam, a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) também precisa remover um poste na esquina na Amador Bueno com a Rua Brás Cubas para conclusão da calçada. Isso também retarda a pintura da fachada.

A entrada do Teatro Coliseu terá rampas de acessibilidade de acordo com as normas da ABNT. Haverá uma plataforma nas duas portas centrais e rampas nos dois lados. Por isso o nível precisa ser exato.

Sem areia nem cimento.

Mas, além de atrasar o içamento da peça em aço com quase quatro toneladas que cobrirá o palco, as obras do VLT também atrasaram a entrega de material básico para o restauro. Segundo a engenheira da Lemam, a empreiteira ficou semanas sem poder receber as cargas de areia, necessária, por exemplo, para conclusão do contrapiso da área conhecida como piano, que fica a céu aberto, no último andar do prédio, de frente para a Rua Amador Bueno.

Isso aconteceu porque o trânsito permanece impedido na João Pessoa e na Amador Bueno. E a Brás Cubas era, até a semana passada, o acesso mais viável no sentido bairro-centro para regiões da Cidade como a Praça da República, a Prefeitura e a Alfândega. Portanto, era impossível estacionar um caminhão para descarregar a areia e outros materiais para os serviços no Coliseu.

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