Dilma inicia tentativa de reaproximação com partidos da sua base

Ela conversou com os presidentes do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), e do PRB, Marcos Nascimento. Sua equipe também articula encontros com integrantes do PTB e do PP

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19 MAI 201421h31

A presidente Dilma Rousseff deu início nesta segunda-feira a uma tentativa de reaproximação com partidos da sua base aliada após sua queda nas recentes pesquisas de intenções de voto. Ela conversou com os presidentes do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), e do PRB, Marcos Nascimento. Sua equipe também articula encontros com integrantes do PTB e do PP. A ideia é assegurá-los na campanha da reeleição

No entanto, após o encontro com Dilma, Nascimento disse que, "se dependesse dele", "se ele tivesse que tomar a decisão pelo partido", "por coerência", defenderia pelo apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff. "Mas quem decide é a convenção", ressalvou ele, reconhecendo que existe uma grande divisão interna no partido. "O partido está totalmente indefinido. Tem uma dissidência muito forte. Não posso me antecipar e, assim, não dá pra fazer um prognóstico agora", comentou ele, lembrando que o partido tem 2 minutos e 8 segundos de TV. "É um tempo importante", salientou ele, ao destacar que existem muitos interessados neste tempo, que é o quinto ou sexto tempo de TV.

Segundo ele, somente após a convenção do partido, a ser realizada na segunda quinzena de junho, será possível definir qual a posição que o partido tomará em relação a apoio para as eleições de outubro. Apesar de ser da base do governo e ter indicado ministro dos Transportes, César Borges, uma parte do PR, liderada pelo líder do partido na Câmara, Bernardo Vasconcellos (MG), no final de abril, divulgou um manifesto apoiado por 20 dos 32 deputados da sigla, defendendo a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma Rousseff deu início a uma tentativa de reaproximação com partidos da sua base aliada (Foto: Associated Press)

Antes do encontro, o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, afirmou que o partido deve apoiar formalmente Dilma, mas ponderou que a decisão do partido só será tomada no próximo mês, na convenção nacional do partido. Declarou ainda que a costura das coligações com o PT para cargos proporcionais nos Estados, importantes para aumentar a bancada do partido, "pode melhorar". "Se eu disser que está bom, sempre vai estar ruim", disse, ao destacar que tem conversado com o presidente do PT, Rui Falcão, e com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para aperfeiçoar a aliança. Afirmou ainda que as pesquisas "não vão influenciar na nossa questão".

"Pesquisa é um retrato momentâneo e temporário e ela (Dilma) já estancou a queda nas pesquisas e está em franca recuperação", disse. "Outros cenários podem influenciar, como se houver uma troca de candidato do PT ou uma mudança brusca de programa de governo", afirmou.