Tesoureiro do PCC na Baixada Santista recebe pena de oito anos

O condenado foi preso em 2012, durante uma operação do MP-SP e da PM. Outros dois homens que o auxiliavam foram condenados a 13 e 3 anos de prisão

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20 JAN 201510h39

O Ministério Público do Estado de São Paulo obteve a condenação a 8 anos e 10 meses de reclusão de um homem identificado em investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) como “sintonia final” da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista. A condenação é pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Segundo a denúncia, o acusado fazia a contabilidade da facção criminosa.

Na mesma sentença, também foram condenados outros dois homens que auxiliavam a liderança em suas funções na organização criminosa, respectivamente a 13 anos e 7 meses, e a 3 anos e 6 meses de reclusão. Os três deverão cumprir a pena em regime inicial fechado.

O tesoureiro começou a ser investigado após o recebimento de denúncia anônima pelo Gaeco. Foi deflagrada uma operação de cumprimento de mandados de busca e apreensão, realizada com apoio da Polícia Militar, em agosto de 2012. Na operação foram apreendidos seis tijolos de maconha na residência de tesoureiro e outros cinco tijolos da droga na casa de um dos comparsas condenados.

Além disso, foram apreendidos documentos e pendrives que apontavam o controle exercido pelos acusados acerca das drogas em estoque, da movimentação de pontos de comércio de entorpecentes na Zona Leste da Capital e na Baixada Santista controlados pelo PCC, indicando movimentação mensal superior a R$ 2 milhões.

O tesoureiro também foi denunciado por formação de quadrilha, juntamente com outras 174 lideranças do PCC, após a maior investigação realizada sobre essa organização criminosa.

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