Maníaco é preso por estupros em Guarujá

Homem foi detido em flagrante e reconhecido por outras cinco vítimas. Acusado disse que “não conseguia se controlar quando via jovens bonitas”

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16 MAR 201313h38

A prisão em flagrante do pintor Divacyr Lopes de Farias Filho, de 22 anos, após ele estuprar uma estudante de 14 anos no Perequê, em Guarujá, possibilitou à Polícia Civil esclarecer uma série de estupros ocorridos na cidade desde o final do ano passado. Ontem, Divacyr foi reconhecido por mais cinco vítimas.

O pintor confessou os crimes pelos quais foi reconhecido. Na próxima semana, ele deverá ser submetido a reconhecimento de mais duas vítimas, conforme informou a polícia.

Divacyr agia sempre de madrugada, utilizando sua Honda Biz prata, de placa ECN-8507 nas investidas. Ele simulava estar armado para ameaçar as mulheres de morte e consumar os estupros – não tirava o capacete para dificultar reconhecimentos. A maioria das vítimas teve objetos roubados nos ataques.

Além do Perequê, as áreas onde Divacyr agia eram Guaiuba, Astúrias, Enseada e Estrada do Pernambuco.

Morador da Vila Áurea, em Vicente de Carvalho, o acusado contou, durante o interrogatório, que agia na região da Orla por dois motivos: a distância do local onde reside e “porque na região da praia as mulheres são mais bonitas do que as que ele conhece”.

Divacyr ainda afirmou à polícia que “não conseguia se controlar quando via jovens bonitas”.

Na maior parte das ocorrências, as vítimas eram abordadas quando desembarcavam de ônibus, em locais com pouca movimentação de pessoas.

Na maioria das vezes, o maníaco escolheu como vítimas jovens que desembarcaram de ônibus (Foto: Matheus Tagé/DL)

Uma das mulheres, de 25 anos, que conduzia uma moto, foi perseguida por diversas ruas da cidade até ser abordada na frente do prédio onde reside, na Enseada.

Em três dos casos houve conjunção carnal, segundo a polícia. Nas sete investidas em que foi reconhecido, o acusado obrigou as vítimas a fazer sexo oral.

Flagrante

A estudante de 14 anos caminhava pela Rua Xingu quando começou a ser perseguida pelo acusado. Ela tentou escapar, andando mais depressa, porém acabou abordada por Divacyr, que simulando estar armado, exigiu a entrega de uma correntinha e do celular da jovem. Na sequência, o criminoso passou a abrir o zíper da bermuda que vestia. Fazendo graves ameaças, o pintor dominou a vítima e consumou o estupro.

Enquanto os abusos eram realizados, um colega da vítima passou pela rua em uma moto e a jovem gritou por socorro. Divacyr subiu na moto e iniciou fuga, sendo perseguido até a Praia do Pernambuco, onde a alta velocidade das duas motos chamou atenção de policiais militares de uma base comunitária. Após a abordagem, os policiais descobriram o estupro e conduziram o acusado à Delegacia Sede de Guarujá, onde ele foi autuado.

Sob o comando da delegada Juliana Buck Gianini e do investigador-chefe, Paulo Carvalhal, participaram dos esclarecimentos dos demais casos o investigador Jairo de Paula, a investigadora Liliana Santos e o escrivão Stepan Roberto Demirdjan.