Chacina mata sete e fere dois em São Paulo

A primeira chacina do ano no Estado deixou sete mortos e dois feridos na zona sul da capital.

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06 JAN 201314h00

A primeira chacina do ano no Estado deixou sete mortos e dois feridos na zona sul da capital. As vítimas estavam em um bar e foram mortas por homens que chegaram em três carros. Entre elas, de acordo com o SPTV, da Rede Globo, estava o homem que filmou uma execução de um vizinho por policiais militares da Força Tática, mostrada pelo programa Fantástico.

O crime aconteceu às 23h20 de sexta-feira, na Rua Reverendo Peixoto da Silva, no Campo Limpo. Testemunhas afirmaram à polícia que os carros chegaram com 14 homens encapuzados. Antes de atirar, os bandidos teriam gritado “polícia, polícia”.

Cinco pessoas morreram na hora – duas delas foram achadas na frente do estabelecimento e três, atrás do balcão. Entre os mortos estava Laercio de Souza Grimas, de 33 anos, o Dj Lah, do grupo de rap Conexão do Mor- O Fórum João Mendes, no centro de São Paulo, foi alvo de furto ocorrido entre os dias 2o e 24 de dezembro, quando o prédio estava fechado por causa do recesso do Judiciário. Bandidos levaram 41 revólveres calibre 38 e 498 munições calibre 38. O material é da empresa de segurança que atuava no local e teve o contrato rescindido recentemente. O caso foi rero, parceiro do rapper Mano Brown, do Racionais MC’s. Uma sexta vítima, o adolescente Bruno de Cassio Cassiano Souza, de 17 anos, morreu no Hospital do Campo Limpo.

Outras duas pessoas, uma com um tiro no tórax e outra baleada na perna, têm quadro estável.

O SPTV informou que uma das vítimas era o homem que filmou com um celular a abordagem de PMs que terminou com a morte do servente Paulo Batista do Nascimento, de 25 anos, na mesma rua, em novembro. Após o programa Fantástico divulgar as imagens, cinco policiais que participaram da ação foram presos.

Na manhã de ontem, o delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazeck, esteve no local para acompanhar as investigações. A perícia e policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também estavam no local.