Caso Fabiane: Justiça decreta prisões preventivas

Os acusados foram denunciados por homicídio triplamente qualificado e, se forem condenados, poderão cumprir pena de até 30 anos de reclusão

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07 JUN 201402h27

O juiz da 1ª Vara Criminal de Guarujá (SP), Leonardo Grecco, acatou o pedido do Ministério Público e da Polícia Civil e decretou a prisão preventiva dos cinco homens acusados de participação ativa no linchamento da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, morta no último dia 5 de maio, após ser violentamente espancada por dezenas de moradores da comunidade de Morrinhos, onde morava.

Desta forma, Valmir Barbosa, os cinco acusados, que foram reconhecidos nas imagens feitas pelos celulares dos próprios moradores como os protagonistas da ação criminosa, vão continuar detidos.

Os acusados foram denunciados por homicídio triplamente qualificado e, se forem condenados, poderão cumprir pena de até 30 anos de reclusão. A morte da dona de casa chocou o País. Ela foi agredida pelos moradores do bairro onde morava, ao ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças, que teve o seu retrato falado postado em uma página do Facebook.

De acordo com a página denominada “Guarujá Alerta”, as crianças estariam sendo sequestradas para rituais de magia negra. O fato vinha intrigando a população, mas até o dia do crime a polícia não havia recebido nem uma denúncia de sequestro em toda a região. Quando voltava pra casa, na tarde do dia 3 de maio, um sábado, depois de ter ido à igreja buscar uma bíblia que havia esquecido, Fabiane foi detida por populares que gritavam “é ela, é ela, a sequestradora de crianças”.

Neste momento, ela já começou a ser espancada e arrastada pela multidão, até seu corpo ser lançado no mangue. Resgatada por policiais militares, a dona de casa foi encaminhada ao Hospital Santo Amaro, onde foi a óbito dois dias depois, vítima de traumatismo craniano.


Fabiane foi morta após uma falsa denúncia de sequestros (Foto: Reprodução)