Cabos e Soldados vão retomar negociações para o reajuste

Segundo Cabo Wilson, presidente da ACSPMESP, a categoria reivindica aumento salarial de 19%, mas Governo do Estado não concedeu nenhum reajuste

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19 JUN 201401h07

A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo (ACSPMESP), juntamente com outras entidades de classe, pretende retomar as negociações para o reajuste salarial dos policiais militares após o termino da Copa do Mundo. A informação é do presidente executivo da entidade Wilson Morais. O Cabo Wilson, como é conhecido, visitou a Redação do Diário do Litoral, acompanhado do vereador santista Sérgio Santana (PTB), que é o presidente regional da ACSPMESP.

Segundo Cabo Wilson, a categoria reivindica aumento salarial de 19%, mas, após oito reuniões, o Governo do Estado não pretende conceder nenhum reajuste neste ano.

O presidente da ACSPMESP disse que a categoria está descontente com o Governo do Estado desde o ano passado, quando o Executivo autorizou reajuste salarial de apenas 7% para o efetivo da Polícia Militar contra 33% para os policiais civis.

De acordo com Cabo Wilson, a categoria planeja realizar uma manifestação em frente ao Palácio dos Bandeirantes logo após o encerramento da Copa do Mundo para pressionar o governador a reabrir as negociações da campanha salarial. Cabo Wilson não descarta a possibilidade de uma greve, mas ressalta que a associação, em princípio, não apoiará uma paralisação.


>VISITA - O presidente da ACSPMESP, Cabo Wilson (Foto: Matheus Tagé/DL)

“Nós não queremos a greve em respeito à população, mas os policiais estão revoltados com o Governo do Estado, o descontentamento é geral por causa do aumento de 7% no ano passado, 33% para Polícia Civil, e este ano dizer que não vai dar aumento nenhum, então a gente não pode descartar nada”, afirmou o Cabo Wilson.

O representante de classe disse que a ACSPMESP também está em tratativas junto à Procuradoria Geral do Estado para que a liberação da indenização às famílias dos policiais mortos seja agilizada.

“Há entre 80 e 90 processos aguardando a liberação das indenizações. A indenização leva cerca de quatro meses para ser liberada, enquanto isso, a família do policial morto fica desamparada”, afirmou Cabo Wilson, complementando que o valor de cada indenização é de R$ 200 mil. O número de policiais mortos em serviço é considerado alto pela associação. De acordo com presidente regional de Santos, o vereador Sergio Santana, só neste ano morreram em todo o Estado 43 policiais militares. Em 2013, 111 PMs morreram no desempenho da função.

Cabo Wilson é pré-candidato a deputado estadual pelo PDT.

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