Acusado de matar estudante com pedrada confessa o crime, diz polícia

O delegado Gaetano Vergine, diretor da Polícia Civil na Região, deu informações sobre o interrogatório em entrevista coletiva nesta segunda (6)

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06 JUN 2016Por Gilmar Alves Jr.13h40
O crime ocorreu na noite do dia 26 de maio, feriado de Corpus ChristiO crime ocorreu na noite do dia 26 de maio, feriado de Corpus ChristiFoto: Rodrigo Montaldi/DL

A Polícia Civil divulgou nesta segunda-feira (6) que um rapaz de 19 anos, acusado de atirar a pedra que matou o estudante universitário Reinaldo Lima de Souza Junior, de 17 anos, na Rodovia dos Imigrantes, em Cubatão, confessou o crime em interrogatório.

Marcos Augusto Ferreira da Silva, o Menor Pó, disse que atirou a pedra porque sentiu que o carro onde Reinaldo estava, um Fiat Idea, ia avançar contra ele, conforme detalhou, em entrevista coletiva, o delegado Gaetano Vergine, diretor da Polícia Civil na Baixada Santista e Vale do Ribeira.

Menor Pó foi preso na última sexta-feira (3) na Vila Esperança em uma operação da Polícia Militar, que também deteve Luiz Fernando Bento de Oliveira, o Neguinho, de 18 anos. Neguinho também confessou participação.

"Exatamente o objetivo dele (Neguinho) era subtrair algum objeto que fosse possível durante a ação criminosa", afirmou Vergine.

A ação da PM que resultou nas detenções contou com informações compartilhadas pela Polícia Civil. "A troca de informações entre as duas polícias foi fundamental para esse resultado", disse o coronel Ricardo Ferreira de Jesus, comandante da PM na Baixada e Vale.

Um adolescente de 15 anos também teve ordem de captura decretada pela Justiça, mas ainda não foi localizado.

O delegado Vergine calcula que participaram da tentativa de assalto de 8 a 10 bandidos. "São pessoas que se reúnem em um momento determinado para praticar o delito. Um convida o outro e eles vão para a estrada para praticar esse tipo de delito. Não é uma quadrilha organizada. São criminosos oportunistas que se utilizaram de pedras e troncos para praticar esse delito", disse Vergine.

A Polícia Civil desconhece se os acusados destidos têm advogados. Nenhum defensor procurou a instituição até esta segunda-feira.