Comércio está proibido nas praias durante a virada do Ano Novo em Santos

Prefeito Rogério Santos afirma que alinhou diversas medidas que pretendem desestimular a ida de moradores e turistas às praias na noite do dia 31

3 DEZ 2021 • POR Da Reportagem • 13h45
Comércio está proibido nas praias durante a virada do Ano Novo em Santos - Divulgação/PMS

O comércio realizado por quiosques, vendedores ambulantes e outros comerciantes que atuam nas praias de Santos ficará proibido durante a noite do dia 31 de dezembro e as primeiras horas de 1º de janeiro de 2022. A medida foi anunciada pelo prefeito Rogério Santos após reunião realizada com diversas autoridades durante o começo da tarde desta sexta-feira (3) na Prefeitura de Santos.

De acordo com o chefe do Executivo santista, toda a Região passará pela primeira temporada de verão que marcará a retomada econômica desde que a pandemia chegou ao Brasil em março de 2020. Mesmo que a situação já esteja mais controlada e boa parte da população imunizada, várias medidas foram tomadas entre a Administração Municipal e outras instituições para garantir que a Baixada Santista não passe por uma crise sanitária grave como foi observado em outras regiões do Brasil durante o primeiro trimestre de 2021.

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“São medidas tomadas em conjunto com a Polícia Militar. Teremos o efetivo de mais de 1.400 policiais extras aqui na cidade de Santos. Ampliamos também a Guarda Municipal, criamos uma força-tarefa da Prefeitura com outras secretarias justamente para garantir essa temporada, [para garantir] a segurança pública sanitária dessa temporada, que será a temporada da retomada econômica, mas com segurança, com saúde”, afirmou Rogerio.

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“A pandemia não acabou então medidas foram necessárias ser regradas, por exemplo, um percentual de capacidade máxima nos eventos durante a temporada. Os estabelecimentos que farão shows e eventos de fim de ano não terão capacidade máxima e isso será estabelecido por decreto. Também no dia 31, na sexta-feira da virada do ano, está proibido a partir das 20h ambulantes, quiosques e comércio na faixa de areia e na orla assim como as barracas de praia”.

Além dos profissionais que atuam na orla da praia e também na faixa de areia, moradores e turistas também estão proibidos de levar seus próprios apetrechos para celebrar a virada do Ano Novo.

“Também está proibida a montagem de barracas individuais, aquelas barracas familiares, na areia, durante esse período das 20h às 6h da manhã do dia 1º e também pedimos à população que não usem fogos de artifício, não levem garrafas de vidro para essa região. Estamos desestimulando com que as pessoas vão até a orla para evitar aglomeração, não está proibido, mas estamos estimulando”, justifica Rogério Santos.

Avenida da Praia

Já tradicional na cidade de Santos, os fechamentos da Avenida Presidente Wilson e da Avenida Bartolomeu de Gusmão também não ocorrerão neste ano.

“Não terá aquela alteração do trânsito, em que fechamos a orla da praia no horário das 23h. Não faremos isso e também manteremos todo o efetivo da segurança, uso de drones, filmagens, toda a parte de tecnologia, o apoio da Polícia Militar, o apoio de toda a Prefeitura para que haja uma virada de ano segura e com qualidade”.

Além disso, o uso de máscaras na cidade segue obrigatório em todo e qualquer ambiente de vias públicas, o que inclui a praia. A medida chegou a ser questionada no fim de novembro após o Governo do Estado considerar liberar a utilização dos itens de proteção devido à alta dos números de vacinação em São Paulo, mas a chegada da variante ômicron fez com que as autoridades da esfera estadual recuassem na decisão.

“Continua obrigatório [o uso de máscaras] conforme o Plano São Paulo, porque se faz necessário por conta do que está acontecendo. Não podemos relaxar em momento nenhum, não podemos retroceder nem do ponto de vista da saúde e nem do ponto de vista da economia. Saúde e economia têm que andar juntos para que a gente não entre naquele momento de caos que vivemos em março do ano passado aonde acabou oxigênio nos hospitais do Brasil inteiro. Acabou a medicação e não tínhamos equipes de saúde para atender as pessoas. Pessoas morreram no Brasil por falta de atendimento, o que não aconteceu aqui na cidade de Santos”, conclui o prefeito.