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Tarcísio quer copiar modelo de sirene do Rio para casos de tempestades

A declaração foi dada no COR-Rio (Centro de Operações da Prefeitura do Rio), ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD)

Folhapress

Publicado em 04/03/2023 às 16:28

Atualizado em 04/03/2023 às 16:30

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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) / Divulgação/Governo de SP

O governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste sábado (4) que pretende instalar um sistema de sirenes contra desastres na região metropolitana de São Paulo. O modelo será baseado no que já é utilizado na cidade do Rio de Janeiro, onde o equipamento toca para evacuação de áreas consideradas com risco de deslizamento.

"O Rio de Janeiro é uma cidade que realmente se preparou para esses eventos climáticos adversos e a gente tem que importar algumas dessas boas medidas lá para São Paulo. (...) A gente tem que melhorar a qualidade das nossas previsões e, ao mesmo tempo, dotar a cidade de tecnologia de alerta, usar a telefonia para isso também, instalar o sistema de sirenes e, ao mesmo tempo, treinar a população", disse Tarcísio.

A declaração foi dada no COR-Rio (Centro de Operações da Prefeitura do Rio), ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD). Tarcísio foi visitar o local que reúne, desde o Réveillon de 2011, câmeras de toda a cidade e sistemas de alertas.

A visita foi acompanhada por Gilberto Kassab, presidente do PSD e secretário de Governo de Tarcísio. Ela aconteceu após os temporais dos dias 18 e 19 que ocorreram no litoral norte de São Paulo, com 65 mortos.

O governador citou algumas áreas que devem receber o sistema. "Acho que a gente sentiu na pele a questão do litoral norte, mas a gente não pode se esquecer da região metropolitana de São Paulo. E nós temos em Ferraz de Vasconcelos, áreas muito críticas, você tem Franco da Rocha, Francisco Morato, Mauá, Carapicuíba, então, você tem muita área de risco. (...) Tem também aquelas pessoas que estão morando nas várzeas dos rios, do Capivari, do Tietê", disse.

Indagado sobre início do projeto, ele disse que será "imediatamente", e que pretende ter mudanças para o próximo verão. "É começar imediatamente. A gente quer chegar no verão do ano que vem, nas próximas chuvas muito mais bem estruturado do que a gente estava esse ano", afirmou. Não há informações, no entanto, sobre o custo do investimento.

O planejamento também conta com o envio de funcionários da Defesa Civil para aprender com o sistema do Rio de Janeiro e educação da população. Tarcísio adjetivou o monitoramento paulistano de "modesto".

"A gente já tem um centro de operações, só que ele é modesto, então, eu entendo que a gente pode crescer, ampliar e estava conversando aqui com o Eduardo [Paes] sobre a necessidade da gente investir em radares meteorológicos. A interceptação dos sistemas que um radar por ter uma abrangência de 400 km, então, a informação que eu vou captar em São Paulo vai ser útil para o Rio e vice-versa".

Assim como Paes, Tarcísio afirmou que a eficácia da previsão gera confiança na sociedade. "Se você vai emitindo alerta o tempo todo e nada acontece, gera descrédito. Então, acho que a gente tem que melhorar a qualidade das nossas previsões".

Após a fala de Tarcísio, Paes defendeu uma mudança na cultura da sociedade sobre locomoção em dias de chuvas. "Qual a diferença disso aqui para uma nevasca nos Estados Unidos ou na Europa? Quando tem uma previsão de nevasca eles param as cidades. Olha hoje ninguém sai e teve uma grande nevasca. Aqui no Brasil acham que é normal sair por aí andando com a cidade toda alagada. (...) Não podemos achar normal as pessoas se deslocarem durante uma tempestade", afirmou.

O prefeito do Rio também disse que é importante um investimento nacional para meteorologia, pois, caso contrário, os sistemas de alerta geram descrença.

"Tem uma famosa tarde aqui que eu dispensei todo mundo do trabalho, que nós teríamos aqui um ciclone. Enfim, né? Vai ser uma tragédia, eu pedi às onze horas da manhã para todo mundo ir para casa na hora do almoço. No final do dia não caiu nenhuma gota de chuva. Então, é óbvio que não é uma ciência exata, mas investir a nível nacional em satélites, sistemas, enfim, modelos matemáticos que permitam uma previsão mais apurada é fundamental", declarou.

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