Idealizadora do instituto Chacur & Chacur Educação e Diversidade, Ana Paula Chacur é mãe de Helena, uma autista de 14 anos, e Antônio, de 11, que possui Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) / Arquivo Pessoal
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Tanto o Dia Mundial quanto o Nacional de Conscientização do Autismo serão celebrados no próximo domingo. As datas têm como objetivo conscientizar a população sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para quem vive e convive neste universo, a data traz reflexões, que apontam para uma evolução do comportamento da sociedade, mas aquém do necessário.
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Esta é a avaliação da ativista e idealizadora do instituto Chacur & Chacur – Educação e Diversidade, Ana Paula Chacur. Ela também é mãe de Helena, uma autista de 14 anos, e Antônio, de 11, que possui Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
“Tivemos avanços, especialmente em legislação, mas também nos âmbitos sociais, aqueles que ainda requerem pouco investimento financeiro, seja do poder público ou de instituições privadas, para, de fato, dar dignidade ao autismo. Temos preferências em filas prioritárias, carteira de identificação específica e etc. Porém, falta muito em saúde pública para garantir qualidade, desenvolvimento e autonomia de vida, inclusive em níveis mais severos do transtorno”, avalia.
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Ela afirma que, apesar das melhorias, pessoas autistas ainda são alvos de preconceito. “Existe muita discriminação, assim como em todos os movimentos minoritários. E, muitas vezes, ele está dentro da própria família. Acredito que só convivendo com as diferenças aprenderemos que o respeito é a base para diminuir o preconceito e discriminação”.
Ana Pauta diz esperar que, com maior conscientização, indivíduos como seus filhos sejam mais aceitos. “Ouvi uma vez de uma das fundadoras do Grupo Mundo Azul, a Denise Fonseca, algo mais ou menos assim: ‘Não gosto da palavra tolerância para definir como a sociedade deve aceitar o autismo, porque não quero que tolerem meu filho. Quero que o respeitem, pois, respeitando suas particularidades, ninguém precisará tolerá-lo’".
Por isso, a ativista entende que, neste 2 de abril, uma das mensagens do autismo é a seguinte: “Não basta só a informação acerca do que é o TEA para o mundo ser mais inclusivo. Precisamos ir muito mais além e trabalhar o autismo durante os 365 dias do ano, especialmente em saúde para intervenção precoce, no âmbito escolar, quanto ao desenvolvimento pedagógico do indivíduo em escola regular, e programas de intervenção e acompanhamento na vida adulta”.
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