Número de mortos em terremoto na Venezuela sobe para 1.450 e esperança de encontrar sobreviventes diminui a cada hora

Com a passagem dos dias, as chances diminuem de sobreviventes do terremoto diminuem devido à falta de água, à escassez de oxigênio e às condições estruturais instáveis dos edifícios

Imagem criada por IA para figurar uma terremoto

O número oficial de mortos após os terremotos doi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez

Na última quarta-feira (29), a Venezuela enfrentou a uma das maiores tragédias naturais de sua história. O número oficial de mortos após os terremotos que atingiram o país subiu para 1.450, segundo informou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

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Além das vítimas fatais, ao menos 3.150 pessoas ficaram feridas, enquanto milhares seguem desaparecidas sob os escombros.

A corrida contra o tempo na janela de ouro

As equipes de resgate trabalham intensamente contra o tempo. Especialistas em salvamento explicam que as primeiras 48 a 72 horas após um grande terremoto representam a chamada janela de ouro para encontrar sobreviventes.

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Com a passagem dos dias, as chances diminuem drasticamente devido à falta de água, à escassez de oxigênio e às condições estruturais instáveis dos edifícios.

Apesar do cenário crítico, ainda há esperança, visto que 33 pessoas foram retiradas com vida dos escombros recentemente, principalmente na cidade costeira de La Guaira, considerada o epicentro da destruição.

Dimensão do drama humanitário segundo a ONU

O impacto humanitário pode ser muito maior do que apontam os números oficiais. Estimativas das Nações Unidas indicam que cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas, enquanto a Organização Internacional para as Migrações calcula que até 6,8 milhões de habitantes possam ter sido afetados direta ou indiretamente pelos tremores.

Somente na região metropolitana de Caracas, aproximadamente dois milhões de pessoas sofreram algum tipo de impacto provocado pela tragédia.

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Infraestrutura colapsada e danos materiais

Os maiores danos foram registrados em La Guaira, localizada a poucos quilômetros de Caracas e responsável por abrigar o principal aeroporto internacional do país, o Simón Bolívar.

O terminal permanece fechado por tempo indeterminado devido aos danos provocados pelos abalos sísmicos, comprometendo o transporte de passageiros e a chegada de ajuda internacional, embora outros aeroportos, como o de Valencia, já tenham retomado parcialmente as operações.

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De acordo com o balanço oficial, a destruição contabiliza 774 edifícios danificados, dos quais 189 desabaram completamente e 585 sofreram graves danos estruturais.

Além disso, dezenas de hospitais, pontes, estradas e centros comerciais também foram severamente afetados.

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O impacto duplo dos tremores

O desastre foi provocado por dois fortes terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados com uma diferença inferior a um minuto, além de aproximadamente 20 réplicas.

De acordo com análises do Serviço Geológico dos Estados Unidos, o primeiro tremor enfraqueceu inúmeras construções, e o segundo, mais intenso e superficial, acabou provocando o colapso imediato de centenas de edifícios.

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O órgão estima que o número real de vítimas pode superar 10 mil pessoas caso muitos desaparecidos sejam encontrados sem vida, o que colocaria o desastre entre os terremotos mais letais da América Latina no último século.

Mobilização e apoio do governo brasileiro

O Brasil integra a força-tarefa internacional criada para auxiliar o país vizinho. A Força Aérea Brasileira enviou quatro voos humanitários transportando bombeiros especializados em busca e resgate, médicos, cães farejadores, um hospital de campanha, purificadores de água, medicamentos e equipamentos modernos para a localização de vítimas.

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As equipes brasileiras atuam principalmente no estado de La Guaira, uma das áreas mais devastadas pelos tremores.

Além disso, a FAB também trouxe de volta ao Brasil 13 brasileiros que estavam na Venezuela e ficaram impossibilitados de retornar após o fechamento do aeroporto de Caracas, aproveitando a mesma aeronave que havia levado a ajuda humanitária.

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Assistência global e estado de emergência

A operação de socorro ganhou dimensão global e, segundo o governo venezuelano, mais de 2.600 socorristas estrangeiros já chegaram ao país, enviados por dezenas de nações.

Ao todo, milhares de militares, policiais, bombeiros, profissionais da saúde e equipes de busca trabalham simultaneamente nas áreas afetadas. Eles utilizam cães farejadores, drones, sensores térmicos e equipamentos de última geração para localização de pessoas presas sob as estruturas.

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Além da mobilização latino-americana, a União Europeia anunciou ajuda emergencial e ativou seu mecanismo de proteção civil para apoiar as operações.

Enquanto as buscas continuam, cresce a preocupação com o abastecimento de água, alimentos, energia elétrica e atendimento médico para as milhares de famílias que perderam suas casas.

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As autoridades mantêm o estado de emergência nacional e alertam que o número de mortos ainda poderá aumentar nos próximos dias, à medida que novas áreas destruídas forem alcançadas.