A esposa do jogador de futebol venezuelano Hector Bello foi uma das vítimas fatais do duplo terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a Venezuela na última quarta-feira (24). A informação foi confirmada pelo próprio futebolista. O atleta jogou pelo Bolívar SC até o ano de 2025 e atualmente está sem clube.
Segundo informações da imprensa argentina, a filha bebê do atleta sobreviveu e os socorristas retiraram a criança com vida dos escombros.
Além dele o jogador argentino Lucas Trejo anunciou que sua família está totalmente desaparecida. O grupo familiar é composto por sua esposa e seus dois filhos.
Os parentes do atleta estavam em um edifício residencial onde a família morava na localidade de Praia Grande, no estado de La Guaira. A estrutura do prédio desabou completamente durante a sequência de tremores de terra. A região litorânea figura atualmente como uma das áreas mais afetadas pela tragédia geográfica.

Quase 3 mil famílias afetadas
Segundo informações oficiais divulgadas pelo governo venezuelano, a tragédia afetou diretamente cerca de 2.927 famílias. Os relatórios apontam ainda que 250 edifícios ficaram completamente destruídos ou com as estruturas severamente comprometidas.
Os fortes tremores na região atingiram ao menos oito hospitais da rede pública. Os funcionários retiraram os pacientes e evacuaram parte considerável das unidades médicas às pressas por severas questões de segurança.
Em diversas cidades afetadas pelo desastre os moradores locais tiveram de passar a noite inteira nas ruas. A decisão ocorreu em meio ao pânico generalizado e ao risco iminente de novos desabamentos de terra.
Cenário brasileiro
A Rede Sismográfica Brasileira registrou os tremores em suas estações de monitoramento. Moradores de capitais e outros municípios da região Norte relataram que estruturas e objetos balançaram. O cenário gerou a evacuação preventiva de alguns edifícios em cidades Manaus, no Amazonas, e em Belém, no Pará.
Em entrevista ao G1, o sismólogo Bruno Collaço, do Centro de Sismologia da USP, explicou que a propagação de ondas sísmicas a grandes distâncias é perfeitamente normal em tremores dessa magnitude. No entanto, o especialista acalmou a população sobre possíveis impactos estruturais no país:
“A distâncias como essa, não há chance de danos para as cidades brasileiras”, afirmou Collaço.
