São Paulo perde do Botafogo e volta ao último lugar entre os grandes

Classificado antecipadamente em primeiro lugar no grupo A, o time de Muricy Ramalho já sabe que receberá o Red Bull nas quartas de final

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05 ABR 201518h09

De nada adiantou o São Paulo jogar com o que tinha de melhor em Ribeirão Preto, na tarde deste domingo, quatro dias depois de nova derrota na Copa Libertadores. Mesmo sem poupar ninguém, a equipe da capital foi derrotada por 2 a 0 pelo Botafogo, no Estádio Santa Cruz, e volta a ficar abaixo do Palmeiras na classificação geral do Campeonato Paulista, agora a uma rodada do final da primeira fase.

Classificado antecipadamente em primeiro lugar no grupo A, o time de Muricy Ramalho já sabe que receberá o Red Bull nas quartas de final, mas agora chegará à última rodada (na quarta-feira, em duelo contra a desesperada Portuguesa, no Morumbi) ainda com 29 pontos, em quarto na colocação geral – o que o colocaria frente a frente com o Corinthians em uma hipótetica semifinal, caso ambos avancem.

Já o Botafogo, vitorioso com gols de Vitor e Gimenez, fica muito próximo de conquistar a segunda vaga da chave do Palmeiras, pois alcança 19 pontos e pode selar sua classificação ao mata-mata ainda neste domingo, em caso de tropeço do Linense. Na última rodada, a equipe interiorana jogará contra o já eliminado Mogi Mirim, fora de casa.

Neste domingo, com muitos desfalques no setor ofensivo, Muricy Ramalho armou um São Paulo diferente em Ribeirão Preto. Paulo Henrique Ganso foi o único armador do time, que não tinha nem Alan Kardec nem Luis Fabiano. Sem os dois centroavantes, ambos lesionados, a escolha do treinador foi adiantar Alexandre Pato, sendo o atacante servido da esquerda por Ricky Centurión e à direita por Ewandro.

 O jogador Gimenez do Botafogo SP comemora gol durante a partida entre Botafogo SP e São Paulo  (Foto: Rodrigo Morotti)

A estratégia do Botafogo, de comando e alguns outros nomes novos, foi se fechar na defesa em busca de contra-ataques. Contratado para substituir o demitido Mazola Júnior, Régis Angeli teve sucesso na tática. Ao menos na primeira parte dela. Recuada, sua equipe forçou longos lançamentos da defesa são-paulina. O zagueiro Rafael Toloi, mantido por Muricy mesmo depois de duas falhas em uma semana, abusou das tentativas até o São Paulo voltar a jogar pelo chão.

Aos 15 minutos, Ewandro recebeu na meia direita, adiantou a bola em velocidade e invadiu a área. Ainda franzino, a promessa da base foi desequilibrada por um empurrão de Halisson no momento do chute e facilitou a defesa de Renan Rocha em dois tempos. A torcida pediu pênalti, mas não convenceu o árbitro. Dois minutos depois, em lance parecido, Ewandro aproveitou tempo errado do defensor e finalizou com força. A bola tocou a rede por fora.

As oportunidades de contra-ataque do time da casa saíam em lances individuais - quase sempre com algum volante carregando a bola da defesa à intermediária – ou através de cruzamentos. Em um deles, aos 29 minutos, Bruno Costa procurou Diogo Campos dentro da área. O atacante dividiu com o lateral esquerdo Reinaldo, caiu e também reclamou de falta para a arbitragem.

A última boa chance antes do intervalo foi do São Paulo. Com Alexandre Pato sumido como centroavante, quem apareceu com perigo foi Centurión. Mas o meia-atacante, que já havia sofrido uma pancada na canela esquerda e recebido atendimento médico por conta de dores no joelho direito, não aproveitou o ótimo passe de Ganso. Ele correu livre de marcação para a área e bateu rasteiro nas pernas de Renan Rocha.

O gol perdido foi a última ação do argentino, que no intervalo deu lugar a Boschilia e viu do banco de reservas o placar ser inaugurado, aos quatro minutos. Após lançamento de Bruno Costa, Diogo Campos chegou à linha de fundo e atrasou a bola para a chegada em velocidade de Vitor, que finalizou de primeira, no canto esquerdo de Rogério Ceni. Gol que levou o Botafogo a se fechar ainda mais e a chamar o São Paulo, que obrigou Renan Rocha a fazer difíceis defesas em arremates de longa distância de Ganso e Boschilia.

Sem ser efetivamente ameaçado, o Botafogo ampliou a vantagem aos 33 minutos do segundo tempo, quando Gimenez girou sobre a marcação e bateu de fora da área, no canto direito baixo de Rogério Ceni, fechando a conta e dando espaço para gritos de "olé" no Santa Cruz.