Neste sábado (25), o segundo dia do Arnold Sports Festival 2026 promoveu um encontro de peso entre o influenciador Leo Stronda e o nutricionista Rodrigo Góes, que dividiram o palco para discutir as dificuldades do fisiculturismo e a preocupante popularização dos esteroides entre atletas.
Juntos, os dois somam quase 10 milhões de seguidores no Instagram, sendo conhecidos principalmente por seus conteúdos sobre alimentação saudável, exercícios e o universo do fisiculturismo.
“Não existe milagre no shape”
Durante o bate-papo, Leo Stronda foi direto ao ponto sobre o uso de substâncias de performance. “Esteja ciente dos riscos do que está fazendo e do que está consumindo. O fato incontestável é que, se você usar esteroides sem critério, vai se arrepender”.
Parte da procura por anabolizantes vem da ideia de conquistar um corpo “atlético”, principalmente por aqueles que iniciam no fisiculturismo — esporte que busca a perfeição da definição corporal. Segundo dados da Anvisa, o consumo de anabolizantes cresceu cerca de 45% entre 2019 e 2021. Para exemplificar, o volume de vendas saltou de 1,3 milhão para quase 2 milhões de embalagens.
Leo reforçou que a dedicação é insubstituível. “O anabolizante apenas acelera o processo. Ele não cria músculos sozinho; você precisa construir o seu próprio caminho. Não existe milagre, existe dedicação”.
Genética
Mesmo admirando o esporte, Leo afirmou que todos podem ser fisiculturistas, mas poucos serão bons fisiculturistas. Isso se deve a um fator crucial: a genética. “Muitas pessoas acham que todos podem ser atletas, mas a verdade é que nem todos conseguem ser bons atletas, pois a genética é um fator determinante”.
A capacidade física necessária para o alto rendimento não depende apenas do preparo, mas também do DNA. O gene ACTN3, por exemplo, é um dos responsáveis por ditar o ritmo, já que determina se a musculatura tem maior propensão para explosão e velocidade ou para a resistência de longa duração.
Rodrigo Góes, conhecido por sua defesa do esporte com saúde, reforçou esse papel. “Tem muita gente que não consegue investir na carreira profissional porque não possui a genética necessária. O indivíduo chega ao limite e precisa entender isso”, explicou.
O “Boom” da Saúde
Para a dupla, o mercado fitness atual expandiu-se muito mais pelo viés da qualidade de vida do que pela competição pura. “O mundo fitness explodiu para o lado da saúde. Muitos querem adotar o estilo de vida, mas não querem ser atletas”, pontuou Stronda.
O fato de os jovens priorizarem o lifestyle em vez de uma rotina de excessos e privação de sono é, na visão de Góes, uma vitória. “Ver essa geração na academia procurando um estilo saudável é ótimo, mas quem quer levar a sério precisa de ajuda, conversa e, acima de tudo, acompanhamento profissional”.
Góes também comentou como a internet foi sua ferramenta de reinvenção ao investir na produção de conteúdo. “Quando vi, tinha milhões de visualizações e minha vida mudou. É importante saber que, a cada vídeo produzido, você melhora. Hoje, a informação chega a mais pessoas e isso gera conscientização”.





