Arnold Sports: treinador explica qual a diferença das principais categorias do fisiculturismo

Treinador explica diferenças entre as principais categorias do fisiculturismo e detalha treino, dieta e preparo no Arnold Sports

Arnold Sports treinador explica qual a diferença das principais categorias

Ramon Dino é o principal nome do fisiculturismo na atualidade / Reprodução

O universo do fisiculturismo segue em expansão e, dentro do Arnold Sports, diferentes categorias acabam chamando a atenção do público justamente pelas particularidades físicas e de treino que exigem dos atletas. Além disso, a preparação para cada uma delas levanta dúvidas frequentes até mesmo entre quem acompanha o esporte de perto.

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Em entrevista exclusiva ao grupo GMG, que reúne a Gazeta de São Paulo e o Diário do Litoral, o treinador e atleta, Arthur Pontes, detalhou as principais diferenças entre as categorias figure, classic physique e men’s physique, explicando como cada uma exige estímulos específicos dentro da rotina de treino.

Arnold Sports e as diferenças entre as categorias do fisiculturismo

Segundo Arthur Pontes, as três categorias têm objetivos físicos bem distintos, o que impacta diretamente na forma de treinar cada atleta.

“São três categorias que exigem físicos diferentes. A figure precisa ter um shaping em Y, então a gente tem que trazer ombros grandes, dorsal bem desenvolvido, uma cintura fina e pernas não tão grandes, mas bem marcadas. Então a gente sempre precisa focar na parte superior, dorsais e ombros.”

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Em seguida, Pontes destacou como funciona a classic physique, a categoria mais tradicional do fisiculturismo.

“O classic physique precisa ter um shape mais proporcional, tanto superior quanto inferior. Então a gente tem que trabalhar bastante perna, principalmente glúteo e dorsais, para ter esse aspecto de X.”

Por fim, o treinador abordou a men’s physique, categoria que vem ganhando fama e conta com o brasileiro Ramon Dino como o atual campeão do Mr. Olympia.

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“O men’s physique segue um pouquinho do padrão da figure, porém a gente precisa ter ombros maiores, peitorais mais cheios, um aspecto de triângulo. Então são treinos diferentes nesse sentido. Um a gente trabalha um pouco mais pesado, que é o classic physique. O men’s physique também treina pesado, mas a gente dá uma ênfase maior para a parte superior. E a figure também, focando na parte superior, tentando trazer esse aspecto de shaping em Y.”

O treinador reforça que a diferença não está apenas no visual final, mas também na estratégia de construção do físico ao longo do tempo, o que exige planejamento específico para cada atleta dentro do Arnold Sports. Seus atletas na competição são Ícaro Silva (classic physique), Cleiton Henrique (men’s physique) e Poliana Riscado (figure)

Dieta e acompanhamento no Arnold Sports

Outro ponto abordado na entrevista exclusiva ao GMG foi a alimentação dos atletas. De acordo com Arthur Pontes, o cuidado com a saúde é parte essencial da preparação:

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“Eu sempre procuro colocar bastante legumes e vegetais, principalmente vitaminas. A parte dos manipulados também é muito importante. Então, no meu protocolo para atletas, sempre procuro incluir isso para manter a saúde intestinal, física e mental, tudo em ordem, tudo em dia. Sem falar que o acompanhamento médico também é muito importante. Sempre aconselho e auxilio eles a estarem acompanhando com um médico para manter os exames de rotina em dia.”

Dessa forma, o treinador destaca que o desempenho no Arnold Sports não depende apenas do treino, mas também de um conjunto de fatores que envolve alimentação, saúde e controle clínico constante.

Preparação mental também é decisiva no fisiculturismo

Além disso, Arthur Pontes também chamou atenção para o fator psicológico, que segundo ele pode ser determinante no palco do Arnold Sports:

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“O psicológico é um fator principal. Eu sou atleta também, sou atleta profissional da categoria men’s physique, e trabalho muito isso com os meus atletas. Por isso eu gosto de estar com eles no backstage, para saber se realmente estão aptos a participar de algum campeonato, não só pelo físico, mas pelo psicológico. Então, atletas que têm uma condição melhor, eu até peço para terem um acompanhamento com um psicólogo esportivo, que é muito importante. Se a cabeça não estiver funcionando bem, o físico não responde e não vai ter um físico legal no palco.”

Experiência no esporte e transformação pessoal

Por fim, o treinador também comentou sobre sua trajetória no esporte e como o fisiculturismo impactou sua vida pessoal e profissional:

“Na verdade, quando eu conheci o esporte, foi através de um treinador da minha cidade, que me viu e falou: ‘cara, você tem potencial para atleta’. Comecei como atleta há 10 anos. E gostei porque esse esporte me deu muita disciplina. Mudou muito a minha vida. Eu não tinha nada de saudável na minha rotina, no meu dia a dia. Não tinha horários, não seguia um padrão. E hoje isso mudou, se transformou. Me deu muito, tanto como profissional quanto como pessoa. Então esse esporte transformou completamente a minha vida.”