Quilo do tomate e da batata já chega a R$ 7 na Baixada Santista

O principal motivo são as chuvas fortes e constantes que afetaram as áreas rurais. As carnes também devem aumentar

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11 ABR 2019Por Vanessa Pimentel18h46
O tomate, mais uma vez, teve alta e já chega a custar R$ 7 o quilo. Há algumas semanas, ele custava R$ 5Foto: Nair Bueno/DL

Basta uma volta pelas feiras-livres da Baixada Santista para perceber que o preço de alguns alimentos subiu nas últimas semanas. O tomate, mais uma vez, teve alta e já chega a custar R$ 7 o quilo. De acordo com os feirantes, há algumas semanas, ele custava R$ 5. O preço da batata-inglesa saiu de R$ 3 para R$ 6. O motivo: as chuvas fortes e constantes que afetaram as áreas rurais

O cenário acabou impactando a inflação oficial brasileira, que fechou março em 0,75%, acima do 0,43% do mês anterior, de acordo com o informado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na última quarta-feira (10). Foi a maior taxa desde junho de 2018, quando os preços sofreram impactos da greve dos caminhoneiros.

Para um mês de março, foi a maior inflação desde 2015. Alimentos e transportes foram responsáveis por 80% do índice. Juntos, representam 43% das despesas das famílias.

Porém, os preços desses itens devem baixar nas próximas semanas, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Pelos números da Fipe, a pressão desses alimentos não só já diminuiu como, em alguns casos, deixou de existir.

É o caso do feijão, que, após dobrar de preços no ano, na primeira semana deste mês já custa 2,1% menos do que no mesmo período de março.

Mas o consumidor não terá muito alívio no bolso. 

Carnes

O ponta a ponta da Fipe já mostra aceleração dos preços das carnes, itens também de peso na inflação. Na primeira semana de abril, em relação à primeira de março, a suína teve alta de 4,4%, e a bovina e a de frango, de 2% cada uma.

Os preços das proteínas respondem a uma melhor demanda externa neste ano do que no anterior. A China vem se tornando um dos principais importadores de proteínas do Brasil, tendência que deverá perdurar por muitos meses.

Apesar da boa produção agrícola, a âncora verde que segurou a inflação em outros anos poderá não se repetir agora, mas sem explosão de preço.

Redução nas áreas de plantio, aumento nas exportações e clima adverso estão sendo responsáveis por boa parte da elevação de preços essenciais à mesa do consumidor. 

Com informações da Folhapress*

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