Prédios públicos de Santos vão captar água da chuva

Entre as finalidades do decreto municipal assinado pelo prefeito estão a irrigação paisagística, combate ao fogo, descarga de vasos sanitários e lavagem de veículos em novas edificações

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23 MAR 201510h36

A partir de agora é obrigatório: todos os projetos de construção de edificações públicas municipais, elaborados pela Administração ou mediante contratação, deverão contemplar estudos e medidas para adoção de sistemas de aproveitamento de águas pluviais (chuva), de acordo com as normas técnicas. É o que estabelece o   decreto assinado no último dia 20 pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) e publicado na edição de hoje.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Luciano Souza, a água de chuva a ser captada e armazenada nas novas edificações será destinada a fins não potáveis, tais como irrigação paisagística, combate ao fogo, descarga de vasos sanitários, sistemas de ar-condicionado, lavagem de pisos, calçadas, pátios, ruas, veículos, mobiliário urbano e equipamentos públicos.

Hoje, a maioria desses serviços utiliza água potável fornecida pela Sabesp. “Ao aproveitar a água de chuva, a Prefeitura estará dando exemplos de desenvolvimento sustentável, contribuindo para preservar esse que é um recurso fundamental para toda a sociedade”, afirmou Souza.

Particulares

Em relação ao setor privado, a Prefeitura já preparou mudanças na Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos), hoje em análise no Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU).

O objetivo, segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano, Nelson Gonçalves, é aumentar os incentivos para aqueles que adotarem projetos de edifícios inteligentes que contemplem obrigatoriamente a captação e o reuso de água de chuva.

Medida garantirá o desenvolvimento sustentável, segundo a Prefeitura  (Foto: Matheus Tagé/DL)

“Hoje, quem se propõe a construir edifícios inteligentes já ganha a possibilidade de aumentar a área a ser ocupada pelo imóvel no terreno. Nossa intenção é aprimorar esses incentivos, tendo sempre como meta a melhoraria na qualidade de vida de todos”.

Uma vez aprovada no CMDU, a mudança na lei será enviada para análise da Câmara. A expectativa é que isso aconteça até o final deste semestre.

Bom Prato nos Morros contempla reuso

A terceira unidade do Restaurante Bom Prato na Cidade, em construção pela Prefeitura no Morro do São Bento, contempla sistema para reaproveitamento da água da chuva. O projeto em execução, elaborado pela Sedurb, inclui a captação com armazenamento em caixas d’água para a uso na lavagem de espaços comuns e descarga do banheiro.

O prédio também terá telhado verde, composto de grama, que impermeabiliza e resfria o ambiente interno. E, ainda, escada envidraçada e outros ambientes com vidro para reduzir o consumo de energia, aproveitando ao máximo a luz solar.