Portões do Centro Cultural Patrícia Galvão estão caindo

Prefeitura de Santos usa ripas de madeira para escorar as grades. Segundo a administração, queda de árvore danificou o gradil e solução do problema aguarda dotação orçamentária

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12 MAI 201511h09

Solução inteligente por tempo indeterminado para um problema aparentemente sem solução ou não previsto. Esta é a definição informal dada à palavra “gambiarra”. E esta também é a solução que a Prefeitura de Santos encontrou para conter a queda das grades que cercam o Centro Cultural Patrícia Galvão.

As bases dos portões estão corroídas pela ferrugem. Ripas de madeira e fitas usadas para embalar caixas amarradas às árvores do local seguram as grades verdes que cercam o complexo cultural, que não só abriga o Centro Cultural, mas também o Teatro de Arena Rosinha Mastrângelo e o Teatro Municipal Brás Cubas.

A entrada do Mastrângelo está fechada. Um monte de areia dá sinais de que obras começaram ali, mas a falta de operários pelo local mostra que elas não prosseguem. Em frente à Hemeroteca Municipal, que também fica dentro do Centro Cultural, há materiais de construção amontoados.

Na manhã de ontem, a Reportagem do Diário do Litoral encontrou poucas pessoas no local. Havia movimentação apenas no estacionamento e na Hemeroteca. Uma vigilante fica na entrada do Centro Cultural, mas não controle dos usuários que adentram o espaço. O Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS), que também funciona no local, estava em funcionamento. Duas exposições ocupam as galerias de arte.

As bases dos portões estão corroídas pela ferrugem (Foto: Matheus Tagé/DL)

Fechado desde 2009

Contatada, a Prefeitura de Santos esclareceu que o Teatro Rosinha Mastrângelo está fechado desde 2009 devido a infiltrações sob o tablado e no teto. “O local recebeu serviços de lavagem, desmontagem das antigas arquibancadas em ferro e remoção de entulho de seu interior, além de jardinagem em seu entorno. O trabalho, iniciado em dezembro de 2013, foi realizado com mão-de-obra das secretarias municipais de Cultura (Secult) e de Serviços Públicos (Seserp)”, explica.

Ainda segundo a Administração Municipal, a Secretaria de Cultura tem projeto elaborado para a reabertura do teatro, que prevê, além da eliminação das infiltrações sob o palco, a instalação de novo tablado, recuperação da cabine de som, do ar-condicionado, das arquibancadas, camarins e sanitários. No entanto, a Secult ainda busca parcerias para a realização da obra, orçada em cerca de R$ 400 mil.    

O material de construção encontrado pela Reportagem no local se deve à intervenções no complexo: adaptação das salas no piso térreo do Centro de Cultura, ao lado da Hemeroteca, para abrigar as instalações administrativas do Condepasa, que atualmente ocupam o terceiro andar do prédio da Secult.  

Sobre as grades que estão caindo, a Prefeitura garante que a Secult elabora projeto para o reposicionamento das mesmas, aproveitando a estrutura metálica que já existe no local. “A grade danificada foi atingida por uma árvore tombada durante temporal. No aguardo de dotação orçamentária para o início do trabalho”, justifica.   

Funcionamento

O Centro de Cultura Patrícia Galvão abriga duas galerias de arte (Patrícia Galvão e Braz Cubas), a Hemeroteca Roldão Mendes Rosa, Condepasa, o Museu da Imagem e do Som de Santos (Miss), a Escola de Bailado Municipal de Santos (EBMS) e os escritórios da Secretaria Municipal de Cultura. Também recebe aulas de dança de salão, capoeira e dança de rua em seu piso térreo.

Ainda segundo informações da Prefeitura, entre equipes operacionais (manutenção de equipamentos da secretaria, monumentos e eventos, por exemplo) e administrativas, 210 pessoas trabalham no complexo cultural.