Pelo menos 15 pessoas morreram após atentados no Paquistão

Foi um dos dias mais sangrentos dos últimos anos no país.

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10 JAN 201321h33

Uma série de atentados a bomba no Paquistão, em várias regiões do país do Sul da Ásia, deixaram pelo menos 115 pessoas mortas nesta quinta-feira, incluídas 81 em duas explosões em um salão de bilhar na cidade de Quetta, capital da província do Baluquistão. Foi um dos dias mais sangrentos dos últimos anos no Paquistão, onde o governo enfrenta uma tenaz insurgência do grupo fundamentalista Taleban e também movimentos separatistas, como na província do Baluquistão.

O salão de bilhar em Quetta foi atingido por duas bombas, que explodiram no intervalo de dez minutos no começo da noite de hoje (pela hora local), matando 81 pessoas e ferindo outras 120, disse o oficial da polícia local Hamid Shakeel. O salão de bilhar ficava em um bairro habitado pela minoria xiita do Paquistão, disse outro oficial da polícia, Mohammed Murtaza. Muitos dos mortos e feridos eram xiitas. A segunda explosão parece ter sido mais potente que a primeira e provocou o desabamento do teto do salão. Um cinegrafista da televisão paquistanesa, bem como socorristas e policiais que foram ao salão após a explosão da primeira bomba foram mortos pela segunda.

Um grupo sectário local, o Lashkar-e-Jhangvi, assumiu a autoria dos atentados. O grupo afirmou que a primeira bomba foi explodida por um suicida que entrou no salão de bilhar. Já a segunda bomba estava em um carro e foi acionada por controle remoto. O Lashkar-e-Jhangvi é um grupo terrorista islamita, formado por sunitas. Eles costumam atacar a minoria muçulmana xiita do Paquistão, a qual não consideram ser muçulmana.

Mais cedo um outro atentado ocorreu na mesma cidade de Quetta, matando 12 pessoas e ferindo mais de 40 em uma área comercial, disse Shakeel. O Exército Unido do Baluquistão, um grupo armado separatista, assumiu a autoria do ataque. A região do Baluquistão é dividida pelo Paquistão e pelo Irã. Shakeel disse que a área comercial onde ocorreu a explosão é frequentada por paramilitares do governo e suas famílias.

Já na cidade de Mingora, no noroeste do Paquistão, um ataque a bomba em uma mesquita sunita matou pelo menos 22 pessoas e deixou mais de 70 feridas nesta quinta-feira, disse o oficial de polícia Akthar Hayyat. Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado.