Olha a pipoca… é mentira! Anvisa proíbe venda e determina recolhimento de famosa marca de milho

Resolução da agência mira marca Provatti por estampar "não contém glúten" em embalagem que traz aviso de contaminação por trigo

Decisão publicada no Diário Oficial sobre lote de milho para pipoca por erro de rotulagem e restrições de suplementos importados vendidos na web que são de origem desconhecida

Decisão publicada no Diário Oficial sobre lote de milho para pipoca por erro de rotulagem e restrições de suplementos importados vendidos na web que são de origem desconhecida/Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (12), o recolhimento imediato do milho para pipoca da marca Provatti. Além disso, a agência suspendeu a venda, a distribuição, a divulgação e o consumo do produto.

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A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) por meio da Resolução 2.324. A decisão foi motivada por um erro grave na rotulagem do produto. Isso porque a embalagem exibe a informação “não contém glúten” mesmo apresentando advertências de contaminação cruzada com trigo. Em alguns trechos, a embalagem traz as mensagens “pode conter trigo” ou “contém trigo”.

Segundo o texto da determinação da agência reguladora, a coexistência dessas informações torna a alegação de ausência de glúten completamente indevida. O alimento em questão é fabricado pela empresa Kaza Distribuidora, R & A Indústria, Comércio e Distribuidora de Alimentos.

Suplementos da Nutricost também são proibidos

Na mesma edição do Diário Oficial da União, a Anvisa também formalizou a Resolução 2.325. A nova norma determina a apreensão e a proibição total de comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de suplementos alimentares da marca Nutricost.

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A decisão foi tomada após a agência identificar que os produtos vinham sendo divulgados e vendidos em diversas lojas digitais e sites na internet. No entanto, a origem dos suplementos é desconhecida ou ignorada pelas autoridades sanitárias. Por essa razão, a Anvisa considerou necessária a intervenção imediata para proteger a saúde dos consumidores.