Observatório Santista vai fiscalizar poderes

Comissão disse que uma das lutas do grupo é exigir mais transparência dos poderes e comprometimento com os anseios da população

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04 FEV 2017Por Da Reportagem10h50
Comissão do Observatório Santista esteve na redação e cogitou o enterro simbólico da Câmara de SantosFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Santos ganhou  uma importante ferramenta de fiscalização dos poderes Legislativo e Executivo. Com a participação de dezenas de colaboradores, que compareceram em massa na primeira sessão ordinária da Câmara, ocorrida na última quinta-feira (2), foi fundado o Observatório Santista, que também receberá denúncias da população.

Ontem, em visita à redação do Diário do Litoral, uma comissão do Observatório, formada por Moysés Fernandes, Andrea Grosso, Samir Barros, Bruna Santos e Evaldo Mendes, disse que uma das lutas do grupo é exigir mais transparência dos poderes e comprometimento com os anseios da população.

“A Câmara não vem cumprindo seu papel fiscalizador. No último aumento das tarifas do transporte público, por exemplo, a Defensoria é que teve que questionar o Executivo, pois os vereadores disseram que nada poderiam fazer. Ocorreu o mesmo quando foi questionado o número de obras paradas em Santos. Nós cogitamos até a fazer o enterro simbólico da Câmara na Praça das Bandeiras”, disse Fernandes, alertando que o Observatório já tem a adesão de mais de 100 pessoas.

Base

O grupo não concorda com a postura dos vereadores que se dizem da base aliada ao Governo, quando deveriam ser independentes para poder fiscalizar.

Também revela que vai criar um site para aumentar a participação popular e criar comissões de trabalho para acionar o Judiciário e até cobrar desse poder uma ação mais rápida e eficaz.

“A população esqueceu o significado de cidadania. Precisamos agir e acabar com a moeda de troca entre Legislativo e Executivo”, afirma Andrea Grosso.

Finalizando, o grupo afirma que o Observatório já vem recebendo uma série de denúncias que, após apuradas, serão denunciadas no Ministério Público e na Imprensa. “Mas nossa luta será eficiente se houver participação popular”, finaliza Fernandes.