Novo convênio do Irmã Dulce de Praia Grande deve ser firmado na próxima semana

Governo do Estado desmente vereadora que sinalizou falta de repasses e envia ao DL extratos de pagamentos. Informação de atraso no repasse repercutiu na Assembleia Legislativa

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30 MAI 201511h10

O Governo do Estado e o Hospital Irmã Dulce, de Praia Grande, devem firmar um novo convênio para a manutenção da unidade na próxima semana. O anterior, de maio do ano passado a maio deste ano, resultou no repasse de R$ 41,8 milhões. O próximo deve ter valor similar.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde desmente a informação passada pela vereadora praia-grandense Janaína Ballaris (PT), de que o hospital estaria sem receber verba desde janeiro deste ano. “O valor contratado já foi totalmente repassado”, informa a nota enviada à Redação.

O órgão estadual encaminhou ao Diário do Litoral extratos de pagamentos deste ano. Foram três no dia 15 de janeiro, nos valores de R$ 652.937,51, R$ 364.707,92 e R$ 2.374.506,93, totalizando R$ 3.392.152,36.

Valor do repasse anual deve ser parecido com o do último ano: mais de R$ 40 milhões (Foto: Luiz Torres/DL)

Já em fevereiro foram dois repasses no dia 10, de R$ 886.192,08 e R$ 1.487.296,13, e outros dois no dia 11, de R$ 205.005,21 e R$ 1.058.830,90, totalizando R$ 3.637.324,32. Os repasses deste ano somam R$ 7.029.476,68.

De acordo com a Secretaria de Saúde, “o convênio relativo ao exercício de 2015 com a unidade está em processo de formalização e deve ser finalizado nos próximos dias”.
A notícia de que haveria atraso no repasse repercutiu na Assembleia Legislativa. O deputado estadual Caio França (PSB) tratou do assunto com o diretor regional de Saúde, César Kabbach, e foi informado de que o novo convênio pode ser assinado na próxima semana.

“Não é um hospital apenas de Praia Grande, mas que atende toda a Baixada Santista”, comentou Caio. Segundo ele, o valor do próximo convênio deve ser muito parecido com o firmado no ano passado.

Segundo o parlamentar, um dos problemas enfrentados pelo Hospital Irmã Dulce é a dificuldade na negociação com a União para ocupação dos leitos. “O Estado chega a pagar o dobro da União”.